- O filme The Blair Witch Project, lançado em mil novecentos e noventa e nove, fatura quase $250m nas bilheterias.
- O longa usa o formato found footage, acompanhando três estudantes de cinema que vão investigar uma bruxa na floresta de Maryland e acabam em perigo.
- O suspense surge de frames tremidos e situações sugeridas, tornando o terror mais psicológico e realista do que gore explícito.
- A publicidade à época ganhou fama pela impressão de material verídico, levando parte do público a duvidar da montagem e da produção.
- A autora afirma que o filme a acalma, oferecendo uma espécie de “medicina do medo” ao observar o horror de forma segura durante momentos de ansiedade.
O portal Tela lança mais uma edição da série em que autores explicam seus filmes de conforto. Desta vez, o texto analisa The Blair Witch Project, lançado em 1999, como escolha que acalma na revisão de quem escreve.
O filme acompanha três estudantes de cinema que tentam documentar uma lenda local sobre uma bruxa. A obra é lembrada pela técnica de found footage e pela sensação de realismo que marcou o gênero.
A autora da coluna relembra a recepção inicial e o impacto do marketing que gerou a sensação de que o material era real. A narrativa é construída a partir da experiência de quem assistiu na época do lançamento.
Inovação e recepção
O longa foi produzido com orçamento modesto e arrecadou aproximadamente 250 milhões de dólares, em grande parte pela campanha de divulgação. A abordagem de filmagem em primeira pessoa mudou a indústria.
A pesquisadora destaca que o terror do filme vem menos de efeitos visuais do que de sugestão, clima e interpretação dos atores. A tensão é criada pelo que não é visto na tela.
A autora descreve ainda a relação entre medo e conforto ao revisitar o filme repetidamente. Segundo ela, a experiência funciona como uma forma de enfrentamento de ansiedade para alguns espectadores.
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