- Documentário Copan, de Carine Wallauer, mostra o prédio de Oscar Niemeyer pelos corredores e pelas histórias de moradores e funcionários, em exibição em salas de cinema selecionadas.
- O filme focaliza a administração do condomínio, com um síndico há mais de três décadas e uma eleição interna, em paralelo à eleição presidencial de 2022 entre Lula e Bolsonaro.
- Copan foi premiado como Melhor Filme Brasileiro no É Tudo Verdade 2025 e é o único representante latino-americano na competição oficial do festival CPH:DOX, na Dinamarca.
- A diretora dirige, fotografa e narra o olhar sobre o prédio, incluindo a relação de quem sustenta o edifício, como trabalhadores e moradores, com base na própria experiência biográfica.
- A trilha sonora é de KL Jay, morador do Copan, em parceria com os filhos, e a obra já rendeu à autora o prêmio de Melhor Fotografia de Longa Documentário pela Associação Brasileira de Cinematografia em 2026.
Carine Wallauer lança o documentário Copan, em cartaz em salas selecionadas do Brasil. O filme, que ela escreveu, dirigiu e fotografou, foca no icônico prédio de Oscar Niemeyer e nas histórias dos moradores e trabalhadores que o mantêm.
A obra participa da programação de cinemas em 2026, após vencer o É Tudo Verdade 2025 na categoria Melhor Filme Brasileiro. Copan também foi o único representante da América Latina na mostra oficial do CPH:DOX, na Dinamarca, em uma coprodução Brasil/França pela Vitrine Filmes.
O fio condutor do documentário é uma eleição dentro do condomínio, paralela às eleições nacionais de 2022. O síndico, presente há mais de três décadas, disputa a reeleição, enquanto o prédio abriga cinco mil moradores e mais de cem funcionários. Wallauer analisa contradições de um complexo que funciona como cidade.
A diretora, que também teve formação em fotografia, comenta que o filme reflete a visão de quem sustenta o Copan. O projeto recebeu reconhecimento pela fotografia de longa duração, com premiação da Associação Brasileira de Cinematografia em 2026.
A trilha sonora foi criada por KL Jay, do grupo Racionais MCs, morador do Copan, em colaboração com os filhos Will e Kalfani. A ideia nasceu após conversas ao longo de mais de um ano, mediadas por funcionários do edifício, que facilitaram o contato com o artista.
O lançamento de Copan em 2026, em meio a um país dividido politicamente, adiciona peso ao documentário. O filme registra uma era marcada pela morte de Affonso, síndico central da história, aos 86 anos em dezembro de 2025, o que confere ao material uma dimensão de testemunho histórico.
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