- O Haiti disputará pela segunda vez a Copa do Mundo de Cinema, sendo a participação anterior de 1974 na Alemanha Ocidental.
- Os haitianos garantiram a vaga nas Eliminatórias da Concacaf, vencendo Costa Rica e Honduras na última fase.
- A campanha contou com a orientação do treinador Sebastien Migne e com jogos realizados longe de casa, em Curaçao, por causa de conflitos internos no país.
- A história do cinema no Haiti começa em mil oitocentos e noventa e nove; a produção local foi fortemente afetada pela ditadura Duvalier.
- O filme Representativo é L’Homme sur les quais, de Raoul Peck, retrato do regime de Papa Doc na década de sessenta, escolhido para representar o Haiti na Copa do Mundo de Cinema.
O Haiti participa pela segunda vez da Copa do Mundo de Cinema, uma competição organizada pelo TemQueVer e pelo Cine Mulholland. A presença haitiana completa três fases de eliminatórias da Concacaf, com vitória sobre Costa Rica e Honduras na última etapa. A campanha contou com a orientação do treinador Sebastien Migne.
A equipe avançou graças a uma geração de jogadores promissora. As partidas decisivas foram disputadas longe de casa, em Curaçao, devido aos conflitos que afetam Porto Príncipe. A logística e a garra da equipe foram determinantes para a classificação histórica.
Em 1974, o Haiti já havia disputado a Copa, goleado por Itália, Argentina e Polônia. Agora, o novo desafio coloca os Grenadiers diante de um grupo considerado forte, exigindo desempenho estável para avançar no torneio.
O cinema haitiano tem uma trajetória marcada por períodos de restrição e avanços. A exibição inicial ocorreu em 1899, quando um representante dos irmãos Lumière apresentou o primeiro filme no país. No dia seguinte, houve registro de um incêndio na capital.
Por décadas, a produção local foi reduzida, com censuras e controles durante o regime de Duvalier. Entre 1957 e 1986, a relação com o cinema internacional ficou marcada por filmes estrangeiros predominantes em programação haitiana.
Panorama histórico do cinema haitiano
O cinema recente ganhou fôlego com cineastas como Arnold Antonin, cuja obra Haiti, le Chemin de la Liberté ganhou reconhecimento internacional. Raoul Peck tornou-se o nome mais conhecido, com filmes ativistas e obras de ficção.
O drama histórico L’Homme sur les quais, de Peck, foi lançado em 1993 e representou o Haiti na Copa do Mundo de Cinema. O filme retrata a década de 1960 sob a ditadura de Papa Doc e a repressão da milícia Tonton Macoutes.
A obra é estudada por vislumbrar como o totalitarismo molda a psique de uma nação. Peck é visto como marco do cinema caribenho pós-colonial, que busca ir além de estereótipos sobre o Haiti.
Essa linha de produção ajuda a entender o cenário cultural do país, que alia resistência histórica e produção audiovisual relevante. O debate sobre o papel do cinema haitiano no panorama global segue em evolução.
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