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Morre Orlando Senna, cineasta baiano e codiretor de Iracema, aos 86

Morre o cineasta baiano Orlando Senna, codiretor de Iracema e um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão

Homem de cabelos grisalhos curtos veste terno cinza, camisa clara e gravata escura, com as mãos entrelaçadas à frente. Ao fundo, homem de cabelo escuro e camisa verde aparece de perfil.
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  • Morreu na terça-feira o cineasta baiano Orlando Senna, aos 86 anos; a morte foi confirmada pela sobrinha Indra Senna e a causa não foi divulgada.
  • Codirigiu Iracema — Uma Transa Amazônica (1975), ao lado de Jorge Bodanzky.
  • Atuou como assistente de Roberto Pires e escreveu roteiros para Hector Babenco e Ruy Guerra.
  • Foi um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) e ocupou o cargo de secretário do Audiovisual entre 2003 e 2007.
  • Chefiou a rede Televisão América Latina (TAL) entre 2008 e 2015; em 2024 recebeu reconhecimento com uma premiação de curtas batizada com o seu nome.

Orlando Senna, cineasta baiano, morreu nesta terça-feira aos 86 anos. A causa da morte não foi divulgada. A confirmação foi feita pela sobrinha Indra Senna nas redes sociais. Senna permaneceu ativo na cultura, cinema e jornalismo ao longo da vida.

Nascido em abril de 1940 no interior da Bahia, Senna iniciou a carreira como assistente de Roberto Pires em Tocaia no Asfalto (1962). Atuou na cena cultural de Salvador, escrevendo críticas de cinema e dirigindo peças de teatro.

Carreira cinematográfica

No cinema, destacou-se pela codireção do longa Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), ao lado de Jorge Bodanzky. Também esteve envolvido em projetos como Gitirana e Diamante Bruto, ambos com marcas sociais e experimentais.

Ao longo dos anos, contribuiu para o roteiro de obras de Héctor Babenco e Ruy Guerra, incluindo O Rei da Noite, de Babenco, e Ópera do Malandro, de Guerra. Criou uma trajetória marcada pela integração entre documentário e ficção.

Senna foi um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) em Cuba e atuou no Centro de Capacitação Cinematográfica do México. Também ocupou cargos de gestão que influenciaram o audiovisual brasileiro.

Contribuições e reconhecimento

Entre 2003 e 2007, exerceu a função de secretário do Audiovisual durante o governo de Lula, no Ministério da Cultura, sob Gilberto Gil. Foi diretor-geral da EBC, coordenando a criação da TV Brasil em 2007. Entre 2008 e 2015, presidiu a Televisão América Latina (TAL).

O legado de Senna inclui a promoção da formação de profissionais da indústria audiovisual na América Latina. Em 2024, o Ministério da Cultura criou uma premiação de curtas-metragens com seu nome, reconhecendo sua contribuição ao setor.

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