- Cineasta Orlando Senna morreu na tarde desta terça-feira, 9 de junho, e é lembrado por companheiros como referência na preservação da memória do cinema e na formação de profissionais do setor.
- Foi próximo de Glauber Rocha, parceria que rendeu apoio a projetos voltados à memória da cultura brasileira e à educação audiovisual, incluindo ações de inspiração internacional.
- Entre seus legados está o cocriador de Iracema, uma transa amazônica (1980), além de ter promovido a preservação da obra de Glauber Rocha, com digitalização de documentos e restauração de filmes.
- Atuou na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, contribuindo para os programas Revelando os Brasis e DOC TV, além de ter ajudado a descentralizar a produção audiovisual e a apoiar a EBC/TV Brasil.
- O acervo de Senna reúne fotografias, filmes e documentos, e colegas destacam seu papel como articulador de políticas públicas para o cinema; ele também fundou, ao lado de Cuba, a Escuela Internacional de Cine y Televisión, instituição formadora de profissionais.
Orlando Senna, cineasta e estudioso do cinema nacional, faleceu na tarde desta terça-feira (9/6). O impacto de sua obra se estende à memória do audiovisual e à formação de profissionais. Companheiros de cena ressaltam a atuação dele na preservação da memória e no desenvolvimento de gerações de criadores.
Entre os relatos, Joel Pizzini destaca a proximidade de Senna com Glauber Rocha e a parceria que marcou o cinema brasileiro. O amigo reconta que a dupla foi referência de compromisso com a classe e de apoio a projetos culturais importantes ao longo dos anos.
Pizzini relembra ainda gestos de generosidade de Senna, como ações de divulgação e financiamento para cursos e instituições ligadas ao cinema. A convivência na universidade e o papel de Senna na vida de muitos profissionais são apontados como parte central de seu legado.
Legado e contribuições
Solange Moraes, produtora e viúva de Geraldo Moraes, descreve a influência de Senna na descentralização da produção audiovisual e em programas como Revelando os Brasis e Doc.TV. Ela afirma que o cineasta atuou como ponte entre regiões do país.
Sueli Seixas, fotógrafa e cunhada de Senna, cuida do acervo do cineasta. Ela destaca que o acervo inclui fotografias, filmes e documentos, não apenas material impresso, contribuindo para um arquivo técnico e histórico.
Dea Barbosa, assessora e amiga, destaca a capacidade de Senna em articular políticas públicas para o cinema. Ela lembra o período no MinC, com a equipe da Secretaria do Audiovisual, e a participação dele na criação da EBC/TV Brasil.
Solange Moraes também ressalta o vínculo de Senna com Cuba e a atuação na Escola Internacional de Cine e TV, ao lado de Gabriel García Márquez. Segundo ela, Senna foi mestre, amigo e cúmplice, recebendo homenagens recentes no Rio de Janeiro.
A família e colegas destacam ainda a importância de preservar o arquivo pessoal de Senna para futuras gerações e projetos culturais. O legado é visto como referência de atuação pública, memória e formação profissional no cinema brasileiro.
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