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Disney aposta no Brasil para impulsionar streaming e exportar histórias

Disney coloca o Brasil como prioridade para ampliar Disney+ e exportar séries locais que dialoguem com audiências globais

Eric Schrier, da Disney Television Studios, é responsável pela estratégia de produções originais da Disney em 25 países
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  • A Disney considera o Brasil uma prioridade para ampliar o Disney+ e exportar histórias, conforme afirma o executivo Eric Schrier durante o Rio2C.
  • Produções brasileiras passam a integrar automaticamente o catálogo internacional do Disney+, buscando engajamento global a partir de conteúdos locais.
  • O foco é em séries enraizadas na cultura brasileira, com potencial de dialogar com públicos de outros países; o destaque é a busca por fãs e fidelização.
  • Não haverá replicação da lógica de Marvel ou Star Wars no Brasil; o objetivo é complementar marcas globais com narrativas locais e relevantes.
  • A América Latina fica no centro da estratégia, com o Brasil como polo de crescimento e de construção de talentos para o conteúdo local nos próximos anos.

A Disney coloca o Brasil como foco estratégico para ampliar o Disney+ e exportar histórias para o mundo. O chefão dos conteúdos originais da empresa em 25 países revelou, durante passagem pelo Rio de Janeiro para o Rio2C, que o Brasil deixou de ser apenas um mercado consumidor para ganhar relevância na expansão global da plataforma. A prioridade é aumentar a base de assinantes e desenvolver produções que dialoguem com públicos internacionais.

Segundo o executivo, a abordagem criativa da Disney privilegia conteúdos que ressoem com o público local, com potencial de alcance global. O objetivo é criar séries que reflitam a cultura brasileira, sem perder conexão com audiências de outras regiões. Todas as produções nacionais passam a integrar o catálogo internacional, ampliando chances de descoberta por espectadores estrangeiros.

Oportunidade e impacto da narrativa brasileira

A empresa aponta a evolução do consumo de conteúdos internacionais após a pandemia como fator-chave para o crescimento. O aumento de disponibilidade de conteúdo de diferentes países, aliado às redes sociais, facilita a difusão de séries estrangeiras. O fenômeno é citado como exemplo de transformação do mercado audiovisual.

O desempenho de produções brasileiras como Impuros é destacado para ilustrar o engajamento emocional pretendido pela Disney. A estratégia envolve criar séries que gerem fandom e incentivem assinaturas e engajamento na plataforma, especialmente a partir de narrativas que dialoguem com a cultura local.

Estratégia e gestão de portfólio

A Disney não pretende replicar a lógica de Marvel ou Star Wars em produções locais. A ideia é complementar marcas globais com histórias enraizadas na realidade brasileira, com foco em dramas humanos e temas contemporâneos. A produção de grandes efeitos especiais permanece associada às marcas globais, enquanto conteúdos locais ganham prioridade.

A gestão internacional da área foi fortalecida nos últimos três anos, com reorganização para evitar excesso de regionalização. A estratégia passou a integrar conteúdos locais ao planejamento global, evitando a competição direta entre novas séries e títulos já existentes.

Construção de talentos e próximo passo

A empresa busca ampliar a presença na América Latina, fortalecendo equipes locais e ampliando relações com produtores, roteiristas e showrunners brasileiros. A mensagem aos criadores locais é de abertura para histórias de qualidade que possam compor o portfólio da Disney na região.

Para os próximos anos, a Disney projeta ampliar a participação da América Latina no conjunto de originais, com o Brasil ocupando posição central no plano de expansão. O executivo encerrou destacando o potencial de narrativas brasileiras que transcendem fronteiras e idiomas.

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