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Marrocos participa da Copa do Mundo de Cinema

Marrocos apresenta Adam, de Maryam Touzani, na Copa do Mundo de Cinema, destacando a ascensão de vozes femininas em uma sociedade tradicional

Foto: Porto Alegre 24 horas
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  • O Marrocos vive a melhor fase do futebol e disputa pela sétima vez a Copa do Mundo da FIFA, tendo chegado às semifinais no Catar em 2022 e terminado em quarto lugar, a melhor posição de uma seleção africana.
  • O time, comandado por Mohamed Ouahbi, que substituiu Walid Regrui há menos de cento dias para a Copa de 2026, aposta em jogadores como Achraf Hakimi, Hakim Ziyech, Youssef En-Nesyri e Bono.
  • Para conquistar a vaga no Mundial de 2026, o Marrocos disputou as Eliminatórias da CAF e foi a primeira equipe africana a assegurar presença no torneio.
  • As primeiras imagens em movimento registradas no Marrocos foram feitas em 1897 por Gabriel Veyre, contratado pelos irmãos Lumière, no curta Le Chevrier Marocain.
  • No TemQueVer, Adam, de Maryam Touzani, foi escolhido para representar o Marrocos na Copa do Mundo de Cinema, destacando a pauta da agência feminina por meio da história de Abla, uma mulher viúva, e Samia, sua filha.

Marrocos vive uma temporada de destaque no cinema, com o que se chama Copa do Mundo de Cinema do TemQueVer. O país apresenta uma trajetória cinematográfica que cruza histórias locais, independência e modernidade. O foco é a seleção marroquina de filmes para o festival.

A trajetória começa com as primeiras imagens moventes registradas no solo marroquino, em 1897, pelo operador francês Gabriel Veyre, a pedido dos irmãos Lumière. O curta Le Chevrier Marocain marcou esse marco inicial. Ao longo do século XX, Casablanca e Tânger se tornaram pólos de cinema em estilo art déco.

Após a independência de 1956, o cinema marroquino buscou identidade própria. Wechma, de 1970, de Hamid Bénani, é apontado como divisor de águas, abrindo caminho para cineastas que veem a sétima arte como linguagem política. No século XXI, produções abordam tabus, desigualdade e imigração com realismo.

Representação no TemQueVer

Adam, primeiro longa da diretora Maryam Touzani, representa o Marrocos no festival. Em cenário árabe marcado pela tradição, a obra encara a voz feminina em uma sociedade patriarcal. Touzani dirige uma produção de grande visibilidade para uma mulher na nossa visão de cinema.

Abla, viúva, gerencia uma padaria em Casablanca enquanto cuida da filha Warda. A rotina muda quando Samia, jovem grávida, bate à porta. O filme escancara o papel social da mãe solteira e, ao batizar a obra com Adam, ressalta a agência feminina.

O enredo desloca o foco para uma criança como símbolo de futuro. O bebê representa o ponto de virada da narrativa, dependente das escolhas e sacrifícios de duas mulheres. O tema central é a emancipação feminina.

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