- Ao longo de vinte e duas edições da Copa do Mundo, os cartazes destacaram características culturais e políticas dos países-sede, conectando o futebol à identidade de cada nação.
- O design das peças acompanhou movimentos artísticos e contou com nomes de renome, como o pintor Joan Miró, além de referências de outros períodos, como art déco e minimalismo.
- Cartazes marcantes incluem o Brasil de 1950 com bandeiras reunidas, a Espanha de 1982 assinada por Miró e a primeira presença de um mascote na Inglaterra, em 1966.
- Em 2010, a África do Sul destacou o pan-africanismo com cores e figuras que representam povos do continente; em 1994, os Estados Unidos apresentaram estética espacial de Peter Max.
- A referência a 2026 aponta o pôster oficial realizado por três artistas, celebrando a Copa realizada em três países (Estados Unidos, México e Canadá).
A Copa do Mundo soma 22 edições em 96 anos de história, e seus cartazes de divulgação acompanham o tom político, cultural e esportivo de cada época. Do art déco ao minimalismo, as peças destacam elementos relevantes dos países-sede e a importância do futebol para cada povo. Ao longo das décadas, artistas consagrados e movimentos artísticos contribuíram para esse acervo.
Entre 1930 e 1950, os cartazes refletiram o clima de cada país. No Uruguai, Laborde assinou a primeira peça, com traços de art déco. Em 1934, Itália teve apoio ao regime fascista na concepção de Boccasile, centralizando a figura do jogador. Já em 1938, França utilizou estética de propaganda ideológica para exibir a soberania nacional.
Mudanças de tema ao longo das décadas
A partir de 1950, o cartaz brasileiro reuniu bandeiras em uma celebração de cooperação internacional, marcando o recomeço pós-guerra. A Suíça de 1954 retomou o foco no jogador central. Em 1958, Suécia introduziu o elemento de referência ao cinema, com o jogador em silhueta e a novidade de escrever o termo futebol em várias línguas oficiais da FIFA.
Inovação gráfica e símbolos nacionais
O Chile 1962 trouxe minimalismo com referência ao espaço sideral, com a Terra orbitando uma bola. Em 1966, Inglaterra apresentou pela primeira vez um mascote, o Leão, em estética minimalista. O México 1970 tornou-se referência pela geometria de linhas concêntricas e a bola com icosaedros.
Anos 1970 e 1980: histórico e identidade visual
A Alemanha Ocidental de 1974 usou o Impressionismo para retratar o jogador centralizado. Em 1978, Argentina, sob regime ditatorial, empregou pontilhismo em tons de azul para suavizar o contexto político. Já a Espanha 1982 trouxe uma das leituras mais disruptivas, sob o signo de Miró, com cores vivas e traços abstratos, embora sem o mascote tradicional.
Itália 1990, Estados Unidos 1994 e França 1998
Os anos 1990 repetiram referências históricas, com o uso de elementos centrais no Coliseu para 1990, lembrando os gladiadores. Em 1994, EUA optou pela temática espacial, assinada por Peter Max, destacando a universalidade do futebol. Em 1998, França realizou concurso para o cartaz, que elevou as cores da bandeira ao centro da composição.
Coreia/Japão 2002 e continuidade tecnológica
A Copa de 2002, realizada em dois países, reuniu Byun Choo Suk e Hirano Sogen em traços que remetem à arte asiática tradicional, produzidos em apenas dois dias. Em 2006, Alemanha apresentou design moderno e digital, escolhido por Franz Beckenbauer, com as estrelas representando o sonho do mundial.
África do Sul 2010 e Brasil 2014
A África do Sul adotou cores verde, vermelho e amarelo, com um rosto negro ao lado da bola, simbolizando pan-africanismo. Em 2014, Brasil mostrou duas pernas disputando a bola, com elementos da cultura nacional, num intento de aproximar o futebol da identidade do país.
Rússia 2018 e Catar 2022; Copa 2026
O cartaz russo recuperou referências da propaganda soviética, com a figura de Lev Yashin integrada ao visual construtivista. O Catar 2022 investiu no minimalismo, com caligrafia árabe e elementos culturais do país. A FIFA anunciou, em 3 de junho, o pôster oficial de 2026, assinado por artistas de Canadá, México e EUA, anunciando o primeiro Mundial em três países.
Fonte: cobertura da CNN Brasil sobre a evolução dos cartazes das Copas.
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