- A série Brasil 70: A Saga do Tri mostra João Saldanha fumando em quase todos os takes; Rodrigo Santoro o interpreta.
- Santoro não era fumante na vida real; ele acendeu cerca de duzentos cigarros nos cinco episódios, segundo a crítica.
- Os cigarros usados nas cenas eram cenográficos, feitos de ervas e flores, sem tabaco nem nicotina.
- Na narrativa da série, Saldanha é retratado como figura central na história da seleção e é mostrado conversando com o presidente da CBD em 1969 para assumir o comando.
- O histórico de vida de Saldanha inclui falecer aos 73 anos, em Roma, durante a Copa do Mundo de 1990, vítima de enfisema.
A série Brasil 70: A Saga do Tri, de Pedro e Paulo Morelli, retoma a Copa do México de 1970 com foco em figuras da seleção brasileira, como Zagallo, Pelé e João Saldanha. A produção retrata Saldanha com traços de sagacidade e humor ácido, em tom de ficção histórica.
Em paralelo à ficção, o texto lembra que João Saldanha era um fumante convicto. Na obra audiovisual, o personagem aparece sempre com cigarros na mão, em quase todos os takes. O elenco busca transmitir a intensidade da época, com liberdade dramática.
O que chamou atenção ao acompanhar a série foi a participação de Rodrigo Santoro, intérprete de Saldanha. O ator não é fumante na vida real, mas o personagem aparece acendendo dezenas de cigarros nos cinco episódios, reforçando a imagem pública do chefe da CBD na época.
Segundo apuração, a equipe de produção não utilizou tabaco real nos cigarros do personagem. Os cigarros de Santoro eram cenográficos, feitos com ervas e flores, sem tabaco nem nicotina, para evitar efeitos nocivos durante as gravações e manter o elenco saudável.
A história de Saldanha se conecta a acontecimentos reais da época. O treinador e dirigente brasileiro se tornou figura central ao longo de sua carreira, indo de encontros em bares de Copacabana a encontros decisivos com autoridades do futebol brasileiro, como o então presidente da CBD.
Em 1969, Saldanha teria se aproximado de João Havelange, que na época ocupava a presidência da CBD, abrindo caminho para a sua participação futura na gestão do futebol brasileiro. A trajetória é explorada pela série com elementos ficcionais para facilitar o pacing dramático.
Paralelamente, a produção ambienta as cenas na época do futebol nacional: o México de 1970, a relação entre a imprensa, os craques e os bastidores da Seleção. A narrativa busca equilibrar informação histórica com a linguagem televisiva contemporânea.
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