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Cinema da USP exibe filmes sobre o irreal na era digital

Cinusp exibe dezesseis filmes que evidenciam a artificialidade visual da era digital, com entrada gratuita até o dia 28 deste mês

Foto do filme Speed Racer (2008) - Foto: Divulgação Cinusp
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  • A mostra Mundos de Plástico, do Cinema da USP (Cinusp), reúne dezesseis longas que privilegiam cenários artificiais e parecem plásticos, em cartaz até o dia 28 deste mês; a entrada é gratuita.
  • A proposta é provocar a sensação de irrealidade proposital na imagem, mantendo o foco na era digital apesar de o objetivo não ser o realismo, mas universos que pareçam possíveis.
  • Entre os títulos estão Speed Racer (remake em 4K), Pepperminta (2009, Pipilotti Rist), Hanagatami (2017) e Eraserhead (1977), com obras predominantemente dos anos dois mil e de 2010 a 2020.
  • A curadoria destaca o boom do cinema digital e a diversidade das obras, que são precedidas por videoclipes conectados à estética artificial para situar o público.
  • Após a sessão de Pepperminta haverá debate, com a professora Dora Longo Bahia, pesquisadora da filmografia da diretora; a mostra também exibe o remake em 4K de Speed Racer.

O Cinema da USP apresenta a mostra Mundos de Plástico, reunindo 16 longas que não visam representar a realidade, mas criar cenários artificiais com estética plástica. O evento vai até o dia 28 e ocorre no Cinusp, no Centro Cultural Camargo Guarnieri e no Centro MariAntonia, em São Paulo. A entrada é gratuita.

O objetivo é discutir a artificialidade proposital das imagens, que não tornam o universo impossível, apenas diferente. A curadoria aponta o boom do cinema digital no começo deste século como eixo da seleção, com foco em obras dos anos 2000 a 2020.

Raul Carneiro, um dos curadores, destaca a variedade entre os filmes, todos conectados pela presença marcante de tecnologia e estética digital. O programa inclui o remake 4K de Speed Racer, exibido pela primeira vez em 4K no Brasil pela mostra.

Destaques da programação

Pepperminta, de Pipilotti Rist (2009), usa cores e lentes distorcidas para mostrar uma jovem que desafia o mundo. Haverá debate após a sessão com Dora Longo Bahia, professora da ECA da USP, que analisa a obra.

Outra obra é Hanagatami (2017), de Nobuhiko Obayashi, que recorre a colagens e cores saturadas para retratar jovens diante do legado da Segunda Guerra Mundial. O filme dialoga com a proposta da mostra sobre mundos construídos.

Eraserhead (1977), de David Lynch, fecha o conjunto de longas em preto e branco. A produção, descrita pela curadoria como pesadelo industrial, reforça o clima de sonho e deformação estética único.

Atividades e contexto

Antes de cada título será exibido um videoclipes relacionado à atmosfera da obra. Entre eles estão I Am The Walrus, dos Beatles, e Black Hole Sun, do Soundgarden, que reforçam o tema da artificialidade visual.

A curadoria afirma que Mundos de Plástico dialoga com a transição do cinema para o ambiente digital, destacando como a pós-produção redefine a percepção de realidade na tela.

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