- O filme “Criadas”, dirigido por Carol Rodrigues, estreia nesta quinta-feira, 16, nos cinemas de Belo Horizonte.
- A obra aborda o racismo estrutural no Brasil por meio de uma narrativa que mistura realismo e elementos sobrenaturais, inspirando-se em “O Som ao Redor”.
- A história acompanha uma jovem negra que volta à cidade natal e vivencia acontecimentos sobrenaturais ligados à ancestralidade e à opressão histórica.
- Ana Flávia Cavalcanti atua como uma das protagonistas, e Rodrigues estreia na direção de longas-metragens.
- A produção valoriza a representatividade, com equipe técnica composta por profissionais negros, e a trilha sonora é assinada por artistas negros.
O filme Criadas, dirigido por Carol Rodrigues, estreia nesta quinta-feira em cinemas de Belo Horizonte. A produção aborda o racismo estrutural no Brasil por meio de uma linha narrativa que mescla o cotidiano com o sobrenatural, numa leitura que dialoga com o cinema de O Som ao Redor.
A história acompanha uma jovem negra que retorna à cidade natal e se depara com eventos ligados à ancestralidade e à história de opressão de seu povo. A protagonista é interpretada por Ana Flávia Cavalcanti, que busca compreender suas raízes e enfrentar injustiças do passado.
Rodrigues faz sua estreia em longas-metragens com uma atmosfera que mistura o real e o fantástico de forma orgânica. Elementos de horror são usados para simbolizar feridas abertas pelo racismo e pelo colonialismo, enquanto a ambientação e a fotografia fortalecem a imersão do público.
O roteiro, assinado pela diretora e pela equipe, traz diálogos que exploram identidade, memória e resistência. A trilha sonora, composta por artistas negros, reforça a valorização da cultura e da ancestralidade presente na narrativa.
A produção destaca a representatividade, com uma equipe técnica formada por profissionais negros, ampliando o compromisso do cinema brasileiro com a diversidade. Criadas convida ao debate sobre passado e presente do Brasil por meio de uma linguagem inovadora e sensível.
Representatividade e diálogo técnico
O filme utiliza recursos sonoros e visuais para ampliar o debate sobre estruturas de poder. A obra é apresentada como produção nacional que busca ampliar espaços para vozes negras e temáticas relacionadas à memória coletiva.
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