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Como Toy Story 2 quase levou a Pixar à ruína

Em 1997, a Pixar quase entrou em ruína ao apagar 90% do material de Toy Story 2; Lasseter liderou a nova produção para cinema, apesar de lesões na equipe

Jessie e Woody em 'Toy Story 2' (Pixar/Divulgação)
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  • Em 1997, a Pixar, trabalhando em Vida de Inseto, enfrentou pressão da Disney por uma sequência de Toy Story, com plano inicial de lançamento apenas em VHS e DVDs.
  • Steve Jobs eliminou o departamento de jogos de computador e realocou a equipe para a pré‑produção; houve troca de produtores.
  • Em novembro de 1997, executivos da Disney decidiram que lançar o filme nos cinemas seria mais rentável, mantendo a produção em andamento.
  • Um erro de digitação apagou cerca de noventa por cento do material, e o sistema de backups não funcionava; a diretora técnica Galyn Susman salvou uma cópia do filme em casa.
  • John Lasseter assumiu a produção, enfrentando ceticismo; após nove meses, o filme foi finalizado, com problemas de saúde entre a equipe, e Toy Story 2 foi lançado em 1999, recebendo aprovação baseada no Rotten Tomatoes e arrecadando perto de meio bilhão de dólares.
  • Entre Toy Story 4 e 5, passaram-se oito anos.

O filme Toy Story 2 quase levou a Pixar à ruína. Em 1997, a equipe de 300 funcionários vivia a pressão de manter a qualidade de Vida de Inseto, previsto para 1998, enquanto a Disney exigia uma sequência de Toy Story. O plano inicial era lançar o projeto apenas em VHS e DVD, sem estreia nas salas de cinema. Steve Jobs reorganizou equipes, movendo o departamento de jogos para a pré-produção.

Pouco depois, a Disney promoveu mudanças na produção: Ralph Guggenheim saiu e Karen Jackson, Helene Plotkin chegaram para dividir a supervisão. Em novembro daquele ano, executivos da Disney assistiram a parte do material e decidiram que vale a pena um lançamento no cinema.

O erro que quase destruiu tudo

Um erro de digitação de um animador levou à deleção de cerca de 90% do material já feito. O sistema de backups não funcionava há um mês, aumentando o risco de perda total. A única salvação veio de Galyn Susman, diretora técnica que trabalhava remotamente e tinha uma cópia salva em casa.

A corrida contra o tempo

Após ver as cenas finais, John Lasseter alertou a Disney de que o filme não poderia ser lançado naquele estado. Os executivos, no entanto, duvidaram da possibilidade de refazer tudo em nove meses. Lasseter assumiu a produção, com Ash Brannon na história e Lee Unkrich na montagem, para reconstituir a animação.

Paralelamente, a equipe enfrentou problemas de saúde ocupacional: muitos desenvolveram Síndrome do Túnel do Carpo e lesões por esforço repetitivo. Ed Catmull, cofundador, afirmou que um terço da empresa foi afetado por questões de saúde ligadas ao ritmo intenso de trabalho.

Consequências e legado

Entre os meses de trabalho intenso, um caso humano chamou a atenção: um animador esqueceu o filho bebê no banco de trás de um carro. Equipes de resgate salvaram a criança, servindo de alerta para prioridades de bem-estar e qualidade de vida na Pixar.

O resultado foi Toy Story 2, lançado nos cinemas entre novembro e dezembro de 1999. Hoje, o filme é amplamente reconhecido pela crítica e figura entre as obras com alta avaliação. A produção, porém, ficou marcada como o último da Pixar a ocorrer em prazo tão curto. Entre Toy Story 4 e 5, passaram-se oito anos.

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