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Toy Story 5 inaugura nova era de liderança feminina na Pixar

Jessie assume protagonismo em Toy Story 5, sinalizando nova era de liderança feminina na Pixar e foco em histórias conectadas às novas gerações

À frente de “Toy Story 5”, a produtora Lindsey Colins e Kenna Harris, que codirigiu o longa, dão dicas para a nova geração que sonha em trabalhar na Pixar
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  • “Toy Story 5” estreia no Brasil no dia 18, com Jessie assumindo o protagonismo da narrativa pela primeira vez na franquia da Pixar.
  • Kenna Harris codirige o filme ao lado de Andrew Stanton; Lindsey Collins destaca a liderança feminina como algo desejado há muito tempo pela equipe.
  • A trama acompanha a ameaça da tecnologia, com Bonnie sendo pressionada a trocar brinquedos por um tablet e Jessie repensando seu papel num mundo dominado pelas telas.
  • A Pixar reforça a diversidade geracional e de equipes, buscando vozes novas para dialogar com o público atual, sem perder a identidade dos filmes clássicos.
  • Kenna Harris traça um caminho da jovem profissional, desde a formação em CalArts até trabalhos na Pixar, destacando a importância de reconhecer novos talentos e dar oportunidades.

Toy Story 5 chega ao cinema brasileiro nesta quinta-feira, 18, marcando uma guinada de protagonismo na Pixar. A narrativa passa a ter Jessie no centro, com a produção sob nova liderança feminina. A mudança foi destacada pela codiretora Kenna Harris e pela produtora Lindsey Collins.

A proposta é enfatizar a liderança feminina após anos com Woody e Buzz como pilares. Harris afirma que ter uma protagonista feminina traz um diferencial para a franquia, alinhado aos objetivos do estúdio. Collins relembra a ideia já discutida desde Toy Story 2, em 1999, sobre dar voz às personagens femininas.

A história gira em torno de Bonnie, que enfrenta a pressão de trocar seus brinquedos por tecnologia. Jessie passa a questionar seu lugar em um mundo dominado por telas, enquanto a trama celebra a força das protagonistas com o humor e o tom característicos da Pixar.

Bastidores da Pixar

O longa chega em meio a três décadas de evolução da Walt Disney Animation Studios, que consolidou o Toy Story como marco do CGI. A franquia já acumulou mais de US$ 3 bilhões em bilheteria global, segundo a Rentrak.

Lindsey Collins, que atua na Pixar desde 1997, observa maior diversidade de gerações nas equipes. Hoje, pessoas entre 20 e 60 anos participam de roteiros, trazendo diferentes perspectivas para personagens e histórias.

Collins destaca a estratégia de manter filmes relevantes para novas gerações, sem perder o vínculo com público antigo. O objetivo é oferecer conteúdo que dialogue com pais e filhos, mantendo equipes amplas e diversas.

Novos talentos

Kenna Harris estreia na codireção ao lado de Andrew Stanton, premiado com o Oscar. Ela relata ter visto seu trabalho ganhar vida no projeto, após anos de dedicação. A trajetória começou como designer de personagens em séries e evoluiu para storyboard e produção.

A executiva ressalta a formação em artes e animação pela CalArts e a participação em títulos como WiFi Ralph, Frozen 2 e Raya e o Último Dragão. Em 2021, chegou à Pixar e contribuiu para Luca, além de dirigir o curta Ciao Alberto.

Harris descreve o caminho como fruto de persistência e paixão pela criação. Collins complementa que a Pixar monitora talentos emergentes, acompanhando conteúdos online e incentivando a produção independente como porta de entrada.

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