- Dia D traz Spielberg de volta à ficção científica, mostrando o pânico global causado pela descoberta de segredos alienígenas e a história de um funcionário que rouba tecnologia secreta.
- A recepção é amplamente dividida: parte dos críticos valoriza a execução técnica, enquanto outros reclamam de uma premissa considerada obsoleta.
- The Critical Drinker critica o filme como “festival de bocejos”, com trama genérica, vilão sem motivações e distanciamento do público.
- Otávio Ugá destaca falhas no roteiro e em anacronismos tecnológicos, mas afirma que a direção de Spielberg eleva o material, com boa composição de planos, trilha sonora de John Williams e atuações de Emily Blunt e Josh O’Connor.
- Waldemar Dalenogare ressalta a abordagem contemporânea sobre terceirização de documentos por empresas privadas, elogia O’Connor, observa uso de mídia televisiva antiga no roteiro e considera a trilha de Williams fundamental para a experiência.
Em Dia D, Steven Spielberg retorna à ficção científica ao retratar o pânico global causado pela revelação de segredos alienígenas. O filme acompanha a trajetória de um funcionário que rouba tecnologia confidencial, gerando debates sobre a premissa e a execução.
Os críticos divergem sobre a narrativa. Enquanto a forma recebe elogios pela competência técnica, a estrutura é alvo de críticas, com avaliações que vão desde aprovação da condução até desaprovação de uma premissa vista como arcaica.
Para o crítico The Critical Drinker, o longa apresenta um enredo previsível, com referências de clichês dos anos 90 e vilão pouco motivado, o que, segundo ele, reduz o impacto da história. A avaliação sugere distanciamento de Spielberg em relação ao público atual.
Já Otávio Ugá, do Canal Super Oito, aposta em uma leitura mais equilibrada. O especialista aponta falhas no roteiro de David Koepp, como usos de tecnologias convenientes e anacronismos, porém reconhece que a direção eleva o material e envolve o público.
Ugá destaca ainda o domínio técnico de Spielberg na composição de planos e a trilha sonora de John Williams. As atuações de Emily Blunt e Josh O’Connor são citadas como elementos que fortalecem a experiência, ainda que o filme não alcance a condição de obra-prima.
O crítico Waldemar Dalenogare, do canal Dalenogare Críticas, ressalta a contemporaneidade ao tratar da terceirização de documentos por empresas privadas, um diferencial em relação aos trabalhos anteriores do diretor. O desempenho de Josh O’Connor é citado como uma das grandes revelações atuais.
Dalenogare também comenta que, apesar de o roteiro depender de uma pegada televisiva antiga e soar desconectado da realidade, a experiência cinematográfica continua válida. A trilha sonora de John Williams é destacada como elemento que mantém o ritmo da narrativa.
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