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Felipe Hirsch rege espetáculo com sons e ruídos mentais em nova fase

Nova fase de Hirsch estreia Orkhéstra Phántasma no Sesc Vila Mariana, explorando ruídos mentais, IA e memórias que moldam a nova produção

Cena da peça 'Orkhestra Phántasma', dirigida por Felipe Hirsch - Mayra Azzi / Divulgação
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  • Orkhéstra Phántasma, conjunto de sons, vozes e ruídos, estreia no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, neste sábado, 20, marcando uma nova fase na carreira de Felipe Hirsch.
  • A montagem nasceu de pesquisas com inteligência artificial envolvendo Claude, gerando um arquivo de cerca de 500 páginas e levando o diretor a ficar insone em uma casa em Curitiba, onde visita a mãe, que vive com Alzheimer.
  • O espetáculo é assinado por Hirsch, em parceria com Caetano W. Galindo, Juuar (assistente de direção) e a equipe, e traz no palco uma transmissão de rádio que sonda sons de outros tempos e vozes vivas e mortas.
  • A obra trata do domínio de grandes corporações sobre a sociedade e usa a IA como elemento antagonista, buscando provocar reflexão e deixar o público emocionado ao sair do espetáculo.
  • A trajetória de Hirsch inclui a Sutil Companhia, Ultralíricos e uma fase mais sensorial; o novo projeto é apresentado como início de uma ruptura e diferente de produções anteriores, como Fantasmagoria.

Felipe Hirsch apresenta Orkhéstra Phántasma, espetáculo que marca uma nova fase em sua carreira. A montagem reúne sons, ruídos e ideias sobre memória, tecnologia e o futuro da humanidade, em apresentação no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

O diretor, que assina dramaturgia com Caetano W. Galindo, Juuar e a equipe do espetáculo, tenta traduzir ruídos mentais em experiência sensorial. O projeto parte de pesquisas com inteligência artificial e de observações do passado de Hirsch.

Durante uma residência em Curitiba, Hirsch passou 15 horas em diálogo com a assistente de IA Claude, gerando um arquivo de 500 páginas. O episódio ocorreu num espaço onde o encenador visita a mãe, hoje em tratamento para Alzheimer.

No palco, uma transmissão de rádio altera estações a cada instante, conectando vozes de tempos diferentes e sons de várias eras. A experiência dialoga com a ideia de uma orquestra invisível que pode falar línguas inexistentes.

As ideias do espetáculo nasceram após a pesquisa com um vídeo da exposição Fala, Falar, Falares, no Museu da Língua Portuguesa. Hirsch destaca que karaokê combina vazio e orquestra, referência que norteia a montagem.

Orkhéstra Phántasma surge como início de uma nova etapa após quatro décadas de atuação. Hirsch mantém parceria criativa com Galindo, além de Juuar e da equipe técnica, buscando uma experiência mais sensorial e reflexiva.

O projeto questiona o domínio de grandes corporações sobre a criatividade e coloca a IA como vilã que exige resistência. O espetáculo, segundo o diretor, busca frestas de sobrevivência criativa para a humanidade.

Ainda sem concluir a produção, Hirsch relembra mestres como Antunes Filho, cujas lembranças moldaram a percepção de que o teatro registra traumas e vozes. A peça propõe que a cabeça humana seja uma orquestra de fantasmas.

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