- Guillermo del Toro, de 61 anos, alertou sobre os riscos da inteligência artificial na produção artística durante evento promovido pelo British Film Institute (BFI).
- O cineasta afirma que a popularização de imagens geradas por IA pode comprometer a capacidade do público de compreender a linguagem cinematográfica.
- Ele disse que a IA representa uma forma de “estupidez natural” e expressou decepção com o uso crescente da ferramenta no processo criativo.
- Del Toro ressaltou que a beleza das artes visuais está na capacidade de provocar emoções e que o pacto entre o homem e a imagem é sagrado, algo ameaçado pela IA.
- Em sua trajetória, o diretor disse estar em fase de “retribuição”, buscando transmitir conhecimento às novas gerações e colaborando com instituições como o BFI em atividades educativas.
Diante de um evento promovido pelo British Film Institute (BFI), o diretor Guillermo del Toro apresentou um alerta sobre o uso da inteligência artificial na produção artística. O cineasta reconhecido por A Forma da Água afirmou que a IA pode impactar a forma como o público entende a linguagem cinematográfica.
Segundo o relato, Del Toro descreveu a IA como uma possível ameaça à evolução criativa do cinema, destacando que imagens geradas artificialmente podem reduzir a capacidade de leitura visual do público. Ele enfatizou que a beleza das artes visuais está na emoção provocada pela imagem.
O cineasta mexicano revelou estar em uma fase de transmissão de conhecimento, buscando colaborar com instituições como o BFI para educar novas gerações sobre a história do cinema. Entre as referências mencionadas, ele citou realizadores que moldaram a indústria.
Del Toro afirmou ainda que o cinema é mais do que ocupar espaço; é conectar pessoas e despertar sensações. O comentário reforça a visão de que a relação entre o homem e a imagem é fundamental para o significado artístico de uma obra.
O pronunciamento ocorreu durante uma ocasião dedicada a debates sobre o futuro da indústria audiovisual e as pressões da tecnologia. O repasse de ideias incluiu perspectivas sobre como manter acessíveis as tradições da tela enquanto avançam as inovações.
Observa-se, portanto, que o tema é central para o debate sobre ética, educação e qualidade na produção cinematográfica contemporânea. A discussão continua em fóruns e encontros ligados ao cinema mundial.
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