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Cineastas indicam obras para entender o Brasil

Dia do Cinema Brasileiro é celebrado com sugestões de obras que mostram o Brasil, destacando Central do Brasil e temas de identidade, memória e desigualdade

Vinícius de Oliveira foi responsável por interpretar Josué no filme "Central do Brasil"
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  • Dia do Cinema Brasileiro é celebrado nesta sexta-feira, 19; nos primeiros meses de 2026, filmes nacionais representaram 5,2% do público, abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
  • Anita Barbosa e Igor Verde indicam títulos que ajudam a entender o Brasil, explorando contradições, afetos e transformações.
  • O consenso entre os profissionais é que Central do Brasil, de Walter Salles (1998), continua relevante por falar de encontro, perdas, deslocamento e esperança.
  • Entre as sugestões de Igor, destacam-se Alma no Olho, curta de Zózimo Bulbul de 1973, e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, sobre identidade, memória e política.
  • Outras indicações incluem Vidas Secas, Estômago, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Marte Um, Branco Sai, Preto Fica, Pixote, A Hora da Estrela e Medida Provisória.

O Dia do Cinema Brasileiro, celebrado nesta sexta-feira, 19, convida o público a revisitar obras nacionais e a repensar a relação com as narrativas do país. A data foca em filmes que apresentam as contradições, afetos e transformações do Brasil.

Dados preliminares indicam que, nos primeiros meses de 2026, filmes nacionais representaram 5,2% do público mundial de cinema, segundo a Ancine. O índice é menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

A diretora Anita Barbosa e o roteirista e diretor Igor Verde indicam títulos que ajudam a entender o Brasil atual. Anita coordena o projeto de Se Eu Fosse Você 3, na Total Filmes, e Igor integra a direção de Nobreza do Amor.

Destaques da lista

Entre as escolhas, Central do Brasil é destacada pela capacidade de falar de encontro, perda e esperança sem perder o foco no Brasil real. A obra de Walter Salles continua atual e tocante, segundo Anita.

Igor aponta Alma no Olho, de Zózimo Bulbul, como uma obra essencial pouco conhecida. O curta de 1973, com 11 minutos e sem diálogos, discute identidade negra e liberdade por meio de performance corporal.

Outra indicação importante é Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O registro, iniciado nos anos 1960 e retomado décadas depois, aborda memória, política e tempo de vida dos personagens.

Outros títulos sugeridos

Anita também cita Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, baseado em Graciliano Ramos, sobre a seca no sertão e as relações de desigualdade. Estômago, de Marcos Jorge, usa a comida para discutir poder e mobilidade social.

Outras sugestões incluem Deus e o Diabo na Terra do Sol, Marte Um, Branco Sai, Preto Fica, Pixote: A Lei do Mais Fraco, A Hora da Estrela e Medida Provisória.

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