- Dia do Cinema Brasileiro é comemorado em 19 de junho, para celebrar a primeira filmagem feita no país, em 1898, por Afonso Segreto na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
- O registro ocorreu apenas três anos após a criação do cinematógrafo pelos irmãos Lumière, na França, em 1895.
- O cinema nacional é apresentado como forma de conhecer realidades diferentes, ampliar o repertório sociocultural e desenvolver o senso estético, a sensibilidade e o olhar crítico.
- O texto aponta dez produções nacionais para estudantes ampliarem o repertório em redação do Enem e vestibulares, com foco em obras menos óbvias.
- Entre os títulos estão A Idade da Terra (1980), O Que É Isso, Companheiro? (1997), Narradores de Javé (2003), Carandiru (2003), Estamira (2004), Olga (2004), Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), O Menino e o Mundo (2013), Que horas ela volta? (2015) e Marte Um (2022).
O Dia do Cinema Brasileiro é celebrado em 19 de junho e relembra a primeira filmagem feita no Brasil, em 1898, por Afonso Segreto, que registrou a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O registro ocorreu três anos após a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière.
Desde então, o cinema nacional passou por fases marcantes, com reconhecimentos internacionais e uma dependeência de identidades diversas. Assistir aos filmes nacionais amplia o repertório, estimula o senso estético e aguça o olhar crítico.
A leitura crítica também se beneficia. Especialistas ressaltam que o Enem demanda repertório sociocultural; obras brasileiras trazem legitimidade, pertinência e produtividade ao uso dessas referências. Isso se traduz em redações mais autônomas.
Filmes para ampliar o repertório sociocultural
Para guiar estudantes, listamos 10 produções nacionais que podem ajudar na construção de repertório para Enem e vestibulares.
A Idade da Terra (1980)
Direção: Glauber Rocha. Classificação 18. Ao fim da ditadura, o filme dialoga com censura, colonialismo e resistência cultural. Excelente para discutir neocolonialismo e exploração de recursos.
O Que É Isso, Companheiro? (1997)
Direção: Bruno Barreto. Classificação 16. Relata o sequestro do embaixador americano em 1969 e o endurecimento do regime. Útil para debate sobre democracia e memória histórica.
Narradores de Javé (2003)
Direção: Eliane Caffé. Classificação livre. Aborda memória coletiva e identidade; a população registra a oralidade para enfrentar o risco de apagamento.
Carandiru (2003)
Direção: Hector Babenco. Classificação 16. Retrata o massacre no complexo penitenciário, evidenciando direitos humanos e falhas do sistema prisional.
Estamira (2004)
Direção: Marcos Prado. Classificação 10. Documentário sobre uma moradora de catadores, ligado a saúde mental, consumo e ambiente. Indica debates de políticas públicas.
Olga (2004)
Direção: Jayme Monjardim. Classificação 16. Retrata um período de repressão política, útil para discutir direitos humanos, refugiados e empatia.
Cinema, Aspirinas e Urubus (2005)
Direção: Marcelo Gomes. Classificação 14. Narra migração e choque de culturas no Sertão, associando imigração, Segunda Guerra e propaganda.
O Menino e o Mundo (2013)
Direção: Alê Abreu. Classificação livre. Animação premiada que critica industrialização, urbanização e precarização do trabalho pela lente de uma criança.
Que horas ela volta? (2015)
Direção: Anna Muylaert. Classificação 12. Explora herança colonial nas relações de trabalho doméstico e moradia urbana, servindo a debates de inclusão e políticas públicas.
Marte Um (2022)
Direção: Gabriel Martins. Classificação 16. Acompanha uma família de classe média baixa com foco em oportunidades, saúde mental e racismo estrutural na perspectiva de um jovem sonhador.
Essas obras ajudam a ampliar o repertório para redações, oferecendo referências reais e contextualizadas sobre temas como democracia, desigualdade, memória, cultura e políticas públicas.
Entre na conversa da comunidade