- O documentário COPAN, dirigido por Carine Wallauer, estreou nos cinemas no fim de maio e foca no cotidiano de moradores e funcionários do Copan, edifício projetado por Oscar Niemeyer que completa 60 anos em São Paulo.
- Wallauer morou no Copan por sete anos e decidiu transformar a experiência em filme após receber apoio do síndico e do porteiro durante uma doença, o que revelou o vínculo humano no prédio.
- O filme aproxima a eleição presidencial de 2022 da eleição interna do condomínio, mostrando a diversidade de cinco mil moradores e mais de cem funcionários e as tensões de poder presentes no dia a dia.
- A proposta é uma abordagem observacional com narrativa intimista, em que a diretora busca transmitir sua experiência pessoal e incentivar o público a trazer subjetividade à obra.
- A maior lição do Copan, segundo a diretora, é que estruturas sociais são dinâmicas e estão em transformação, refletindo as mudanças na vida coletiva do prédio e da cidade.
O documentário COPAN acompanha a vida no Edifício Copan, em frente ao centro de São Paulo, ao completar 60 anos. A obra se apresenta como uma observação de rotina, revelando tensões, convivência e referências da cidade no cotidiano do prédio.
Dirigido por Carine Wallauer, o longa mergulha na experiência de moradores e funcionários. Lançado nos cinemas no fim de maio, o filme aborda a relação entre o espaço e as pessoas que nele circulam, apresentando uma leitura sobre o Brasil contemporâneo.
Wallauer morou no Copan por sete anos, após se mudar do Rio Grande do Sul. A autora transforma o edifício de Oscar Niemeyer em tema de cinema por meio de uma investigação coletiva sobre poder, convivência e hierarquias dentro de uma comunidade urbana.
O que aconteceu
A produção foca na vida interna do Copan, o maior conjunto residencial da América Latina. A narrativa revela dinâmicas entre moradores, funcionários e visitantes, bem como tensões decorrentes de disputas de poder e de diferentes perspectivas políticas.
Quem está envolvido
A diretora Carine Wallauer assina o projeto. O elenco não é fixo; o filme prioriza entrevistas com pessoas que vivem e trabalham no prédio, além de registros do cotidiano do espaço.
Quando e onde
O documentário estreou nos cinemas no final de maio, com cenas gravadas ao longo de quase uma década de imersão no Copan, localizado no centro de São Paulo. O período de produção reflete a rotina de um prédio que funciona como cidade em miniatura.
Por que o Copan importa
O filme propõe examinar como um prédio de grande porte funciona como espaço político e social. Ao aproximar a eleição presidencial de 2022 da eleição interna do condomínio, a narrativa mostra como disputas públicas e privadas dialogam dentro de um mesmo ambiente.
Linguagem e abordagem
A obra equilibra observação com intervenção estética, buscando transmitir sensações antes de explicações racionais. Wallauer ressalta que o filme oferece sua visão pessoal do Copan, convidando o público a incorporar suas próprias leituras.
Lições do Copan
O documentário sugere que estruturas sociais estão em constante transformação. A convivência entre diferentes indivíduos dentro do prédio revela a complexidade das relações de poder que moldam a vida coletiva.
Inspiração e legado
Ao encerrar, a diretora imagina Niemeyer assistindo à sessão, desejando que o edifício seja visto como vivo: a obra continua sendo reinventada pelas pessoas que nele circulam, trabalham e constroem histórias.
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