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Filmes brasileiros inspiram reflexões durante o Dia do Cinema

Dia do Cinema Brasileiro destaca obras nacionais que refletem o Brasil; em 2026, filmes nacionais somaram 5,2% do público, queda frente a 2025

Divulgação
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  • Em 19 de junho comemora-se o Dia do Cinema Brasileiro, com foco em refletir sobre a relação do público com produções nacionais.
  • Dados da Ancine mostram que, nos primeiros meses de 2026, os filmes brasileiros responderam por 5,2% do público total dos cinemas, menor que no mesmo período de 2025.
  • A diretora Anita Barbosa e o escritor, roteirista e diretor Igor Verde indicaram obras consideradas importantes por retratarem o Brasil em suas contradições, afetos e transformações.
  • Entre as sugestões, apenas “Central do Brasil” apareceu nas duas listas, dirigida por Walter Salles, sobre Dora e Josué em busca do pai da criança.
  • Outras indicações incluem “Alma no Olho” (curta de Zózimo Bulbul, 1973) e “Cabra Marcado para Morrer” (Eduardo Coutinho), além de referências a obras como “Vidas Secas” e “Estômago”.

No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho, atores, diretores e críticos destacam filmes nacionais que refletem as contradições, afetos e transformações do país. A data é marcada por uma reflexão sobre a relação do público com as obras nacionais.

Dados da Ancine indicam que, nos primeiros meses de 2026, os filmes brasileiros representaram 5,2% do público nos cinemas do Brasil, abaixo do desempenho do mesmo período de 2025. Em resposta, a diretora Anita Barbosa e o escritor, roteirista e diretor Igor Verde fizeram suas listas.

Anita Barbosa, à frente do desenvolvimento de Se Eu Fosse Você 3 e integrante da Total Filmes, atuou como assistente de direção nos dois primeiros longas da franquia. Igor Verde integra a equipe de direção de Nobreza do Amor e dirigiu recentemente Fúria, série da Netflix ainda inédita.

Unanimidade

Entre as obras lembradas pelos dois profissionais, apenas Central do Brasil aparece nas duas listas. O filme de Walter Salles, lançado em 1998, acompanha Dora, uma ex-professora que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, e cruza o país com o menino Josué em busca do pai.

Central do Brasil é destacado pela capacidade de tratar encontro, perda, deslocamento e esperança sem perder a dimensão do país fora dos grandes centros. O filme é visto como atual por tratar de relações humanas em cenário brasileiro.

Para todos os gostos

Entre as escolhas de Igor, Alma no Olho, de 1973, de Zózimo Bulbul, é apontado como destaque por discutir identidade negra, liberdade e racismo sem diálogos, por meio da performance corporal. A obra é citada como exemplo de cinema brasileiro que ultrapassa o tempo mantendo relevância.

Outra indicação é Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O documentário, iniciado nos anos 1960 e retomado após a ditadura, é visto como registro sobre memória, política e o impacto do tempo na vida das pessoas retratadas.

Da literatura

Anita destaca Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, baseado em Graciliano Ramos, que retrata uma família no sertão nordestino durante a seca. O filme é indicado por abordar desigualdade, afeto e sobrevivência, temas que permanecem atuais.

A diretora também cita Estômago, de Marcos Jorge, que utiliza a comida para discutir relações de poder e mobilidade social. Assistir a filmes nacionais é apresentado como forma de reconhecer a cultura brasileira e ouvir diferentes vozes.

Outras indicações mencionadas pelos profissionais incluem Deus e o Diabo na Terra do Sol, Marte Um, Branco Sai, Preto Fica, Pixote: A Lei do Mais Fraco, A Hora da Estrela e Medida Provisória.

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