- Em 2025, apenas 2,6% dos 416 filmes lançados no Brasil foram em 3D, e 9% da bilheteria veio dessas sessões.
- Filmes em 3D, como Avatar, seguem como exceção, com a maioria das sessões do terceiro capítulo arrecadando cerca de US$ 1,5 bilhão.
- As salas de projeção 3D vão perdendo espaço para experiências premium, com telas maiores, assentos VIP e serviços como garçons, especialmente em salas Imax.
- A Imax e outras opções de tela gigante permanecem relevantes, com lançamentos especiais e filmes-concertos contribuindo para bilheterias fortes.
- Especialistas/universos discutem o futuro do formato, incluindo possibilidades de narrativas interativas, enquanto cinemas buscam oferecer experiências mais imersivas para competir com outras plataformas.
Em ritmo de queda de sessões em 3D, cinemas brasileiros voltam a apostar em telas IMAX e em experiências premium para atrair público. A tendência aparece em meio a um cenário em que a projeção 3D perdeu fôlego após anos de sucesso de Avatar.
Filmes como Avatar: Fogo e Cinzas seguem como um dos poucos pesos-pesados a manter grande parte de suas exibições em 3D, mesmo com o recuo de outras produções. O formato permanece presente em algumas estreias e recortes de sessões, especialmente em grandes salas.
Segundo dados do Filme B, em 2025 apenas 2,6% dos 416 títulos lançados chegaram a ter sessões em 3D, respondendo por 9% da bilheteria nacional. O recuo contrasta com o crescimento de formatos premium, que buscam valor agregado ao ingresso.
Cameron é apontado como exceção relevante: Avatar 3 abriu com maioria de sessões em 3D e alcançou US$ 1,5 bilhão globalmente em 2025, consolidando o interesse pelo formato. No Brasil, o filme de Cameron manteve presença relevante de 3D nas exibições.
A indústria destaca a importância de telas maiores e de experiências diferenciadas. A Barco, líder em projeção a laser, ressalta que o público busca impressionar pela qualidade visual, com cores mais vivas e contraste aprimorado, mesmo sem compreender tecnicamente.
Telas IMAX e opções de sala VIP, com poltronas reclináveis e serviço, aparecem como estratégias para tornar a ida ao cinema mais atraente diante de alternativas de entretenimento. Experiências imersivas passam a competir com parques de diversões e teatros.
O recorde de arrecadação na Barco, com o ano de 2025 encerrando em US$ 1,28 bilhão, demonstra o sucesso de investimentos em projeção de ponta. Relatórios indicam que formatos como o de Oppenheimer consolidaram a popularidade das salas premium.
O cinema mira ainda lançamentos e formatos especiais. Filmes-concertos e restaurações em tela gigante têm ganhado espaço, ampliando a oferta de conteúdo para além das telas tradicionais, enquanto a indústria busca novas formas de engajar o público.
Especialistas apontam que a inovação pode vir de narrativas interativas, com modelos que permitam escolhas do espectador. Pesquisas indicam que o cinema pode evoluir para experiências que integrem elementos de jogos e interatividade.
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