- Letícia Colin gravou 122 cenas em um presídio desativado, o Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Rio de Janeiro, para a novela Quem Ama Cuida, interpretando a personagem Adriana.
- O local, com mais de cem anos de história, está desativado e foi utilizado como cenário.
- A atriz afirmou que a experiência intensificou a reflexão sobre as condições do sistema prisional brasileiro e a ressocialização.
- Ela ressaltou que o Brasil tem a terceira maior população carcerária e que ambientes reais podem impactar emocionalmente a equipe.
- A matéria enfatiza que a ficção pode provocar debate sobre justiça, dignidade humana e possibilidades de reinserção social.
Letícia Colin gravou cenas para a novela Quem Ama Cuida em um espaço inusitado: o antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Rio de Janeiro. Ao interpretar Adriana, condenada, a atriz participou de 122 cenas realizadas dentro de uma prisão desativada. O cenário histórico ganhou peso para a produção.
O local, com mais de 150 anos de história, serviu de backdrop para cenas que exploram a realidade do sistema prisional. A equipe de televisão descreveu a atmosfera como intensa, com corredores, celas e áreas abandonadas contribuindo para o tom da narrativa.
Colin enfatizou que a experiência reforçou a reflexão sobre o papel das prisões no Brasil, além de discutir a ressocialização. Ela destacou a necessidade de condições dignas de trabalho para servidores e de estruturas efetivas de reinserção social para os possam retornar à vida em sociedade.
Impacto e reflexões sobre o sistema prisional
Ao compartilhar os bastidores, a atriz apontou que o cenário real traz memórias e marcas do passado, o que potencializa o impacto emocional do conteúdo. A situação real questiona a eficácia de políticas de encarceramento e de acesso a educação e qualificação.
Os produtores ressaltam que situações verossímeis podem ampliar o debate público sobre a justiça, a dignidade humana e as possibilidades de recomeço para pessoas privadas de liberdade. O foco está na importância de estratégias de ressocialização eficazes.
A experiência, segundo Letícia, gerou uma discussão sobre o que se espera do sistema prisional brasileiro. O tema envolve condições de trabalho para funcionários, infraestrutura das unidades e programas de reabilitação que promovam a reinserção social.
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