- A novela da Globo “Nobreza do Amor” fez uma referência a uma fala polêmica de Jair Bolsonaro durante a pandemia.
- No capítulo de sábado (20), a cena mostra o monarca Jendal, interpretado por Lázaro Ramos, defendendo os súditos enquanto o povo diz estar com fome.
- A resposta do vilão — “eu não sou cozinheiro” — parece ter sido inspirada na frase de Bolsonaro “eu não sou coveiro”, proferida em 20 de abril de 2020.
- Naquele dia, o Brasil registrava 2.575 mortes por covid-19; posteriormente, o total de vítimas chegou a cerca de 715 mil.
- A trama utiliza o personagem para criticar líderes autoritários e populistas, incluindo a forma de ascensão ao poder por meio de golpe.
No capítulo de sábado (20), a novela Nobreza do Amor, da Globo, faz referência a uma fala polêmica de Jair Bolsonaro durante a pandemia. O enredo utiliza o personagem abominável, interpretado por Lázaro Ramos, para criticar governantes considerados impiedosos. A cena foi exibida no horário das 18h30.
Na passagem, a filha do cruel rei Jendal sai em defesa dos súditos, diante de uma crise de fome no reino fictício. A resposta do vilão, marcada por ironia, é similar a um trecho amplamente debatido na época. Em 20 de abril de 2020, o então presidente atribuiu a si a frase que ficou marcada na cobertura da pandemia.
Contexto e objetivo artístico
A produção utiliza o monarca tirano Jendal para revisar lideranças autoritárias e populistas, examinando de forma crítica as decisões de governos diante de crises. A narrativa coloca o cenário histórico em paralelo com um retrato ficcional de governo centralizador.
A escolha de Lázaro Ramos para interpretar Jendal reforça a leitura de governança desprezível com relação ao povo. O enredo sugere consequências sociais de políticas que desconsideram as necessidades da população durante situações extremas.
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