- A Alemanha é tetracampeã mundial de futebol e soma vinte e uma participações em Copas, buscando recuperação após as últimas eliminações na fase de grupos, com vaga direta para a Copa de 2026 assegurada nas eliminatórias da UEFA.
- O técnico atual é Julian Nagelsmann, o mais jovem a treinar a seleção; a classificação para a Copa de 2026 ocorreu contra Eslováquia, Irlanda do Norte e Luxemburgo.
- No cinema, a Alemanha teve grande influência, destacando o Expressionismo com obras como O Gabinete do Dr. Caligari, Nosferatu e Metrópolis, com diretores como Fritz Lang, F. W. Murnau, Ernst Lubitsch e Robert Wiene.
- O país também viveu o Cinema Absoluto e, no Terceiro Reich, a cineasta Leni Riefenstahl; pós-guerra surgiu o Novo Cinema Alemão, com Fassbinder, Win Wenders, Werner Herzog, Volker Schlöndorff, Margarethe von Trotta e Helma Sanders-Brahms, além do Berlin International Film Festival (Berlinale) como vitrine internacional.
- Para representar a Alemanha na Copa do Cinema do TemQueVer, destaca-se M, O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang (1931), conhecido pelo uso do chiaroscuro e pelo primeiro leitmotif sonoro, além de oferecer uma radiografia da derrocada da República de Weimar e do nascimento do totalitarismo.
O futebol alemão volta a ocupar posição de destaque em Copas do Mundo, mas a nação também brilha no cinema. O país soma quatro títulos mundiais e 21 participações, com 8 finais. Neste ciclo, a seleção busca recuperar a performance após duas eliminações na fase de grupos.
A reformulação em curso envolve elenco jovem, forjado na Bundesliga, e a mudança de nomenclatura da equipe. A antiga designação Die Mannschaft cede espaço ao termo Nationalelf, adotado pela DFB para a seleção, que mira o ciclo 2026.
O técnico Julian Nagelsmann comanda a equipe, sendo o treinador mais jovem na história da seleção. A qualificação foi conquistada nas Eliminatórias da UEFA, superando Eslováquia, Irlanda do Norte e Luxemburgo, de forma direta.
Paralelamente ao futebol, a Alemanha mantém relevância no cinema, moldando a sétima arte com um legado histórico marcante. O expressionismo dos anos 1920 é citado como pilar que influenciou terror, noir e a linguagem cinematográfica global.
Referentes como Fritz Lang, F. W. Murnau, Ernst Lubitsch e Robert Wiene consolidaram a era, com obras que moldaram Hollywood após migrações de alguns cineastas alemães. Ao mesmo tempo, o Cinema Absoluto destacou métodos visuais que dialogavam com música.
Após a Segunda Guerra, a divisão entre Alemanha Ocidental e Oriental moldou uma nova geração de cineastas. O Novo Cinema Alemão, com Fassbinder, Wenders e Herzog, questionou a realidade social e o trauma deixado pelo nazismo.
Na era contemporânea, Berlim sustenta a cena com festivais independentes e diretores como Petzold, Fatih Akin e Maren Ade. O Berlinale permanece como vitrine internacional para obras relevantes, em linha com o novo cinema nacional.
Para representar a Alemanha na Copa do Mundo de Cinema do TemQueVer, selecionamos M, O Vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang, de 1931. O filme usa chiaroscuro para projetar a sombra do assassino Hans Beckert sobre o cartaz de recompensa.
Do ponto de vista sociopolítico, M é uma radiografia da derrocada da República de Weimar e do nascimento do totalitarismo. A narrativa contrapõe polícia e o movimento criminoso Ringvereine, ressaltando a ideia de justiça por mãos próprias.
Lang utiliza montagem paralela para mostrar que a massa exige punição. O clímax refere-se ao humor sombrio do filme, antecipando leitmotifs sonoros que marcariam a história do cinema e a percepção pública sobre o medo.
Texto originalmente publicado no portal Tem Que Ver Cinema
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