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Calor nas imagens evidencia impactos do aquecimento global

Livro de Hito Steyerl propõe leitura termodinâmica das imagens, destacando custos ambientais, políticos e militares da inteligência artificial na cultura visual atual

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  • O livro Meio quente: as imagens na era do calor, de Hito Steyerl, propõe uma leitura termodinâmica da cultura visual contemporânea.
  • Analisa a passagem do registro óptico para imagens geradas por inteligência artificial e seus impactos na visualidade e no ecossistema.
  • Aponta uma “virada termodinâmica” das imagens: a IA busca ordenar o mundo por padrões probabilísticos e aumenta a entropia social, ambiental e política.
  • Destaca custos associados: calor, energia, colapso climático, especulação financeira e automação cognitiva, com foco na geopolítica e no uso militar da IA em contextos como Ucrânia e Gaza.
  • Discute a precarização do trabalho, a superprodução de conteúdos e a erosão da confiança na verdade, questionando o papel da arte e da política diante das máquinas.

A literatura de Hito Steyerl ganha um novo marco com o livro Meio quente: as imagens na era do calor, pela UBU Editora. A obra propõe uma leitura termodinâmica da cultura visual contemporânea, centrando-se na transição da imagem óptica para aquelas geradas por sistemas de inteligência artificial.

A autora analisa como essa mudança afeta a visualidade, o ecossistema e a política. O eixo da obra é a ideia de uma “virada termodinâmica” das imagens, em que promessas de ordem por padrões probabilísticos elevam a entropia social, ambiental e política.

O texto vincula arte, capitalismo de vigilância e militarização da tecnologia às dinâmicas da mecânica dos fluidos e do calor. A produção visual passa a incorporar calor, energia, crise climática e automação cognitiva, sem ignorar tensões geopolíticas.

A obra aponta também implicações militares relevantes em contextos como Ucrânia e Gaza, considerados laboratórios para armas controladas por IA. Além disso, aborda precarização do trabalho e a superprodução de conteúdos, que afetam a confiança na verdade.

Ao discutir formas de contraorganização, Meio quente questiona o papel da arte e a possibilidade de uma política capaz de enfrentar as máquinas que aquecem, exploram e desestabilizam o presente.

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