- Miguel Falabella discutiu, em entrevista ao Roda Viva, o temor do cancelamento por piadas consideradas politicamente incorretas e a suposta retração de produtores de humor na TV.
- Em seguida, foi exibido o último ciclo de E.T.: Edu e Tatá, humorístico criado por Tatá Werneck, Eduardo Sterblitch e Rafael Queiroga, veiculado no Multishow e no Globoplay entre maio e junho.
- A série, em dez episódios de vinte e cinco minutos, segue a tradição de esquetes curtos que comentam a televisão, com imitações e piadas sobre temas atuais.
- A estreia e o formato minimalista do programa são destacados pela dupla, que narra ter sido convidada pela Globo apenas com poucos recursos e tempo.
- O último episódio tem o título “Não sabemos se vai ter outra temporada, tem que ver com a Globo”; a resposta pode sinalizar a disposição da emissora diante do “tribunal da internet”. A coluna passa a ser publicada às quartas-feiras na Ilustrada.
Numa entrevista ao Roda Viva, o ator e apresentador Miguel Falabella discutiu o temor de cancelamento por piadas consideradas politicamente incorretas e como esse tema pode frear a produção de humor na televisão. Ele afirmou que a internet atua como um tribunal que pressiona conteúdos antes de irem ao ar e que a televisão está com receio de desagradar o público.
A conversa ocorreu em meio à exibição dos últimos episódios de E.T.: Edu e Tatá, humorístico criado por Tatá Werneck, Edu Sterblitch e Rafael Queiroga. A atração foi veiculada pelo Multishow e disponibilizada pelo Globoplay entre maio e junho, num formato de esquetes curtos que comentam o universo televisivo e a própria mídia.
O programa se apoiou na ideia de minimalismo de produção, enfatizando a química entre os dois protagonistas. Em aberturas simplificadas, Tatá e Edu aparecem sem figurino, em um estúdio vazio, utilizando o humor para abordar temas atuais, incluindo imitações de figuras públicas e paródias de programas conhecidos.
Recepção nas redes
Diversas publicações nas redes sociais destacaram a aparente rendição da Globo às críticas sobre o politicamente correto. O humorista Tatá Werneck defendeu publicamente sua posição, reafirmando-se como feminista, enquanto fãs elogiaram momentos de sátira a programas como o Moralismo na TV e às próprias personalidades da televisão.
Entre as composições de esquetes, houve um diálogo de quatro minutos em que uma personagem reproduz uma crítica caricata ao feminismo, gerando controvérsia entre espectadores. Em meio às discussões, o título do último episódio questiona a possibilidade de uma nova temporada, com a Globo sinalizando que a decisão depende de fatores internos da emissora e da audiência.
Próxima temporada e perspectivas
A produção de E.T.: Edu e Tatá encerrou sua rodada de episódios com a dúvida sobre a continuidade. A resposta da Globo sobre uma possível nova temporada deverá indicar o posicionamento da emissora frente ao debate público sobre humor e liberdade de expressão.
A coluna permanece com periodicidade regular nas quartas-feiras, trazendo novidades sobre o universo televisivo e o equilíbrio entre crítica social e entretenimento.
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