- Lucélia Santos, hoje com 69 anos, foi a primeira brasileira a receber o Golden Eagle Award na China, em 1985, por suas performances em novelas, impulsionadas pelo sucesso de Escrava Isaura.
- A novela, adaptada do romance de Berardo Guimarães e exibida pela TV Globo em 1976, conquistou uma audiência maciça na China e se tornou fenômeno cultural.
- A escolha da atriz partiu de mais de trezentos mil espectadores chineses, com a novela atingindo uma audiência semanal de centenas de milhões de pessoas.
- Ela participou recentemente de uma comitiva brasileira no Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde foram exibidos clássicos nacionais como Central do Brasil e A Hora da Estrela.
- O evento Focus Brasil oficializou o ano de 2026 como “Ano Internacional da Cultura China-Brasil”, em celebração aos mais de setenta e cinco anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Lucélia Santos, aos 69 anos, tornou-se a primeira brasileira a receber o Golden Eagle Award por atuações em telenovelas na China, em 1985. A homenagem pôs em destaque o sucesso de Escrava Isaura no país, emitida originalmente pela TV Globo em 1976.
A escolha ocorreu após a novela alcançar mais de 300 mil espectadores chineses e tornar-se um fenômeno cultural. Na época, a televisão era um recurso compartilhado em massa, com uma audiência semanal que chegava a mais de 450 milhões de telespectadores.
Ela esteve na China na última semana, integrando uma comitiva de artistas brasileiros no Festival Internacional de Cinema de Xangai. Entre os filmes apresentados estavam clássicos reconhecidos internacionalmente, como Central do Brasil e A Hora da Estrela.
Festival Internacional de Cinema de Xangai
Durante o evento, a comitiva brasileira participou de iniciativas da Focus Brasil, que celebra a parceria entre Brasil e China. Em conjunto com outras atividades, a Focus Brasil anunciou o ano de 2026 como o Ano Internacional da Cultura China-Brasil, em referência aos mais de 75 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Na época da exibição de Escrava Isaura, a China atravessava transformações políticas e econômicas que a colocaram entre as maiores potências globais. A telenovela foi exibida na Televisão de Pequim em 1984 e, pela sua popularidade, expandiu-se para a Televisão Central da China.
A atriz comentou que a obra evidencia o contraste entre opressão e opressores, destacando a ideia de que diferentes culturas reconhecem sofrimento de forma compartilhada. Segundo a percepção publicada, esse tema teve ressonância com o público internacional.
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