- Fatih Akin dirige “Uma Infância Alemã”, filme baseado na vida do ator alemão Hark Bohm e centrado em um menino de dez anos em Amrum nos anos 1940, filho de um oficial nazista.
- O filme foi exibido em Cannes fora de competição no ano anterior e explora como o menino encara a brutalidade da guerra e a normalização do nazismo pela família.
- Nanning parte pela ilha em busca de pão branco com manteiga e mel para a mãe, em meio à escassez de alimentos e ao racionamento imposto pelo regime.
- Em várias cenas, o longa mostra violência e vida e morte pela natureza, aproximando o espectador da percepção do garoto sobre a guerra.
- A produção é assinada pela Bombero International e pela Warner; Akin já enfrentou dificuldades para financiar filmes anteriores, mas continua buscando o “acorde secreto” do cinema.
Fatih Akin apresenta Uma Infância Alemã, um filme que aborda o horror da guerra visto sob o olhar de uma criança cuja família é nazista. O longa estreou fora de competição em Cannes, após passar pela seleção daquele festival.
A história acompanha Nanning, um garoto de dez anos que vive isolado na ilha de Amrum, no norte da Alemanha, nos anos 1940. Com o pai ausente por causa do regime e a mãe adoecida, ele enfrenta a escassez de alimentos e o racionamento imposto pelo governo nazista.
Nanning parte em busca de itens para a mãe, recebendo ajuda de moradores locais e enfrentando a hostilidade de quem liga a família ao regime. O filme retrata a brutalidade da guerra através da inocência da criança, sem recorrer a humor.
Akin, cineasta reconhecido por premiar temas de outsider e imigração, usa cenas intensas para mostrar a cruelidade que se aproxima da vida cotidiana, ainda que a guerra não se mostre de forma explícita na ilha.
A produção é da Bombero International, de Akin, em parceria com a Warner. Em entrevistas, o diretor falou sobre a trajetória do filme, incluindo dificuldades de financiamento de projetos anteriores.
Entre referências e inspirações, o diretor comenta que o cinema, para ele, é uma passagem de diretor a autor, buscando um acorde secreto que mova o trabalho de forma reveladora. O filme reafirma o interesse de Akin por narrativas de identidade em choque.
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