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Brasileiros transformam escritores, santos e novelas em álbuns

Brasileiros transformam figuras literárias, santos e novelas em álbuns de figurinhas, impulsionando editoras e fomentando a cultura nacional

Alencar Schueroff, o criador das figurinhas literárias.
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  • Em 2022, durante a Copa do Catar, o doutor em literatura Alencar Schueroff criou um álbum de figurinhas da literatura brasileira com 12 escolas e 68 autores, que pode ser impresso em casa ou em gráfica.
  • A ideia compara escolas literárias a seleções de futebol, incluindo nomes como Machado de Assis, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz.
  • Também existe o Álbum de Figurinhas Católicas, de Lucas Bonifácio, com 400 cromos distribuídos em sete categorias, com opções de brochura ou capa dura.
  • Colecionadores destacam a variedade de temáticas de álbuns, incluindo figurinhas de telenovelas, filmes e desenhos, com exemplares antigos chegando a centenas de reais.
  • No Brasil, as editoras ativas são Panini, Kromo e Pixel; a Panini mantém contrato com a FIFA até 2030 para álbuns de Copa, enquanto Topps assume a partir de 2031.

Foi em 2022, durante a Copa do Mundo do Catar, que Alencar Schueroff concebeu um álbum de figurinhas dedicado à literatura brasileira. Em vez de craques do futebol, o projeto reúne autores nacionais de várias regiões, como Machado de Assis, Jorge Amado e Érico Veríssimo.

O álbum literário funciona assim: são 12 escolas literárias com 68 autores, total de cromos menor que a Copa. Diferentemente do tradicional, ele não é vendido em banca; é necessário imprimir em casa ou em gráfica. A proposta é provocar um novo olhar sobre a cultura brasileira.

Santos católicos também aparecem

Outro projeto pioneiro transforma santos em figurinhas. Criado por Lucas Bonifácio, o Álbum de Figurinhas Católicas tem 400 cromos distribuídos em sete categorias, com opções de brochura ou capa dura. A ideia busca engajar catequistas e estudantes, funcionando como porta de entrada para a prática religiosa.

Bonifácio já criou um jogo de tabuleiro católico e observa que alunos trocam figurinhas em sala de aula. Ele afirma que o álbum não substitui a leitura, mas facilita o interesse inicial por conteúdos religiosos.

Do colecionismo às novelas

O pesquisador Mauro Alencar, com doutorado em Teledramaturgia, coleciona álbuns de novelas desde a infância. Entre os exemplares mais procurados estão títulos de Globo, Record e SBT, com valores que chegam a centenas de reais no mercado de colecionáveis. Peças raras incluem álbuns ligados a novelas como Escrava Isaura, fotografados em Cuba.

A Panini domina o mercado com álbuns de esporte e entretenimento, incluindo lançamentos recentes de Dragon Ball e Sonic. A editora coordena contrato com a FIFA até 2030; após esse período, a Topps assume a produção.

Panorama entre editoras nacionais

A Kromo iniciou atividades em 2003 e publica entre 3 e 4 álbuns por ano, com títulos como Looney Tunes e Dinossauros. O álbum de Cocoricó figura entre os mais vendidos, impulsionando outras edições infantis. A Pixel, por sua vez, conquistou sucesso com Enaldinho, registrando milhões de cromos vendidos.

A indústria de figurinhas brasileira, com editoras como Panini, Kromo e Pixel, tem enfrentado desafios como queda de bancas e pontos de venda. Ainda assim, a cada lançamento, surgem novidades de formatos e temas, mantendo o apelo entre fãs e colecionadores.

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