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CineOP 2026 começa com homenagem a Helena Solberg

CineOP 2026 abre com homenagem a Helena Solberg e foco no cinema feminino, com filmes e debates sobre feminismo e memória audiovisual

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  • A CineOP 2026 começa nesta quinta-feira, 25, em Tiradentes, com uma homenagem à cineasta Helena Solberg.
  • O festival tem como eixo temático a preservação da matéria fílmica e destaca o universo feminino, com o eixo “Como elas começaram”.
  • Em abertura, serão exibidos os filmes de Helena Solberg “Entrevista” (1966) e “Meio-Dia” (1970), com abordagem inovadora para a época.
  • A mostra tem inclui filmes como Feminino Plural (Vera de Figueiredo, 1976), Mar de Rosas (Ana Carolina, 1977), Que bom Te Ver Viva (Lúcia Murat, 1989), Um Céu de Estrelas (Tata Amaral, 1996) e Um Dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020).
  • A competição deste ano reúne longas que reprocessam material de arquivo, incluindo Instante Prodígio (Luiza Lindner), Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas (Carlos Adriano), Notas sobre um Desterro (Gustavo Castro), Universo Circular – Jocy de Oliveira (Dácio Pinheiro) e Apocalipse Segundo Baby (Rafael Saar).

CineOP 2026 começa nesta quinta-feira, 25, marcando a 21ª edição do festival realizado em Tiradentes, Minas Gerais. O evento tem como eixo a preservação da matéria fílmica, ampliando para outras frentes de trabalho e diálogo com o cinema brasileiro.

A edição privilegia o universo feminino, com o eixo temático Como elas começaram. A programação revisita os primeiros filmes de várias autoras, como Feminino Plural (Vera de Figueiredo, 1976), Mar de Rosas (Ana Carolina, 1977), Que bom Te Ver Viva (Lúcia Murat, 1989), Um Céu de Estrelas (Tata Amaral, 1996) e Um Dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020).

Na abertura, na Praça Tiradentes, serão exibidos A Entrevista (1966) e Meio-Dia (1970, ambos de Helena Solberg). A Entrevista é considerada marco do cinema feminista, com depoimentos de jovens de classe média sobre temas como casamento, trabalho e liberdade.

Homenagem e trajetória de Helena Solberg

Helena Solberg teve passagem nos Estados Unidos, onde atuou como documentarista e ampliou seu repertório de pesquisa e montagem. Ao retornar ao Brasil, realizou Carmen Miranda – Bananas is my Business (1994), filme que mescla arquivo e encenação e inclui uma interpretação de uma pessoa trans.

A diretora também adaptou Vida de Menina (2004), romance de Helena Morley, mostrando Minas Gerais do século 19 pela perspectiva de uma jovem. Em seguida, estreou Palavra (En)cantada, documentário que valoriza a canção brasileira e sua presença na cultura nacional.

Competição e programação de filmes

Entre as atividades, o festival soma mesas, palestras e lançamentos, mantendo a mostra competitiva por meio de critérios próprios: longas que reaproveitam material de arquivo com visão criativa. A edição traz os seguintes concorrentes:

  • Instante Prodígio, de Luiza Lindner
  • Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas, de Carlos Adriano
  • Notas sobre um Desterro, de Gustavo Castro
  • Universo Circular – Jocy de Oliveira, de Dácio Pinheiro
  • Apocalipse Segundo Baby, de Rafael Saar

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