- A CineOP, 21ª edição, presta tributo à cineasta Helena Solberg, destacando seu papel pioneiro com olhar feminista no cinema brasileiro, e terá a abertura com o curta A Entrevista.
- O festival acontece de 25 a 30 de junho de 2026 em Ouro Preto, exibindo cento e trinta e cinco filmes distribuídos entre história, preservação e educação.
- Helene Solberg, aos 88 anos, participa da abertura e de atividades; a programação também contempla o documentário Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de 1995.
- Na Mostra Histórica, o tema é Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme, destacando a produção da cineasta carioca e a sua estreia histórica.
- Pela segunda vez, ocorre a mostra competitiva Arquivos em Questão, com filmes que recorrem a imagens de arquivo, incluindo Apocalipse Segundo Baby e Universo Circular — Jocy de Oliveira.
O evento ocorre em Ouro Preto entre 25 e 30 de junho de 2026, reunindo 135 filmes distribuídos em três frentes: história, preservação e educação. A 21ª CineOP presta tributo à cineasta Helena Solberg, pioneira ao inserir o tema feminino no cinema brasileiro.
Helena Solberg, diretora carioca de 88 anos, é homenageada na abertura da mostra, que também exibe outros trabalhos seus, como o documentário Carmen Miranda: Bananas Is My Business, de 1995. A Entrevista, curta de estreia da cineasta, integrará a programação de abertura ao lado de Meio Dia, de 1970, marcando seis décadas desde o primeiro filme.
A escolha pela homenagem segue a linha de edições anteriores, que destacaram mulheres da indústria audiovisual. A programação busca evidenciar como o cinema brasileiro aborda questões femininas e de gênero, com foco em pioneiras que influenciaram gerações.
A CineOP destaca ainda a participação de Raquel Hallak, diretora da Universo Produção, que organiza o festival. Hallak ressalta o papel decisivo do Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros para a preservação de filmes e para a formulação de políticas públicas de memória audiovisual.
Tributo a Helena Solberg
A 21ª edição reforça a presença de Solberg como referência histórica. O festival contempla também a mosta histórica Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme, ampliando o recorte sobre a trajetória feminina no cinema.
Além de inaugurar o evento, Solberg participa de atividades e de exibição de seus outros filmes, fortalecendo o diálogo entre passado e presente do cinema brasileiro. A mostra abre espaço para debates e sessões com enfoque educacional e de preservação.
Arquivos em Questão e novas linguagens
Neste ano, Ouro Preto recebe pela segunda vez a mostra competitiva Arquivos em Questão, que utiliza imagens de arquivo para propor novas linguagens. Entre as atrações, destacam-se obras que conectam cinema e música, como Apocalipse Segundo Baby e Universo Circular – Jocy de Oliveira.
A CineOP funciona em três espaços de exibição: Praça Tiradentes, Centro de Artes e Convenções da UFOP e Cine-Museu da Inconfidência. A entrada é gratuita, ampliando o alcance da programação para o público da cidade e visitantes.
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