- Tarantino listou 32 títulos que não gosta, apresentados em entrevistas, podcasts e no livro Cinema Speculation.
- Entre os exemplos estão Salem’s Lot, Indiana Jones e a Última Cruzada e Laranja Mecânica, com críticas específicas a cada um.
- Também citou Alerta Vermelho e O Projeto Adam, da Netflix, como exemplos de filmes que, na visão dele, “não existem no imaginário popular” mesmo com cachês altos.
- Incluiu títulos como Selma, Intriga Internacional, Um Corpo que Cai, True Detective e Quinteto, destacando suas críticas a diferentes estilos e épocas.
- Ainda mencionou o Universo Cinematográfico Marvel, Star Wars: O Despertar da Força e as sequências de Matrix, avaliando impactos da indústria e escolhas criativas.
Quentin Tarantino mantém uma reputação dupla: diretor premiado e crítico ferrenho. Em publicações e podcasts, o cineasta costuma mencionar títulos que não gosta ou questiona, mesmo entre obras consagradas. A lista a seguir reúne 32 produções citadas por ele, sem hierarquia.
Segundo o escritor e cineasta, a visão sobre cinema inclui gostos pessoais, nem sempre alinhados com o sucesso de público e crítica. Entre as obras mencionadas, aparecemR referências a Hitchcock, Kubrick, Truffaut e à indústria do streaming. O retrospecto percorre décadas e gêneros diversos.
* Salem’s Lot (1979)
Tarantino contou ter tentado ver a minissérie duas vezes sem sucesso. Primeiro, disse ser filme de TV longo; depois, desanimou aos 25 minutos da reprise.
* Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)
O diretor disse achá-la entediante e preferir até o filme anterior ou o seguinte da franquia, citando Connery como personagem pouco envolvente.
* Alerta Vermelho (2021) e O Projeto Adam (2022)
Citou esses títulos da Netflix, estrelados por Ryan Reynolds, como exemplos de produções que não ficam no imaginário popular, mesmo com cachês altos.
* Laranja Mecânica (1971)
Elogiou os primeiros 20 minutos, mas chamou Kubrick de hipócrita por defender a violência de forma ambígua no filme.
* Selma: Uma Luta pela Igualdade (2014)
Sugeriu que o filme parecia produção televisiva e merecia Emmy; depois afirmou não ter assistido à obra.
* Intriga Internacional (1959)
Chamou o filme de superestimado, afirmando que jovens que o descobrem tendem a elevá-lo, enquanto, na prática, seria apenas mediano.
* Um Corpo que Cai (1958)
Disse não gostar do filme de Hitchock nem da fase da década de 1950, associando-a a um ranço datado.
* Três É Demais (1998)
A comédia de Wes Anderson não o conquistou, por não se conectar com o protagonista.
* O Agente da U.N.C.L.E. (2015)
Gostou da primeira metade, mas viu a segunda parte se perdendo e criticou a atuação de Alicia Vikander.
* Monty Python – O Sentido da Vida (1983)
Não o odeia, mas uma cena específica o levou a desviar o olhar, pela sua natureza grotesca.
* Frenesi (1972)
No estudo do thriller de Hitchock, sugeriu a possibilidade de o filme ser fraco, ainda que tenha mostrado interesse durante a produção.
* Quinteto (1979)
Lembrança de infância o levou a classificar a obra de Altman como terrível, entediante e sem propósito.
* True Detective (2014-presente)
Diz ter largado a série após o primeiro episódio e criticou o trailer da segunda temporada pela seriedade excessiva.
* Voar é com os Pássaros (1970)
Descrito como um dos piores de grande estúdio pela visão do crítico, na lembrança de infância.
* Os Incompreendidos (1959)
A: Truffaut o deixou indiferente; não compreendeu as motivações do protagonista, enquadrando a obra dentro da Nouvelle Vague.
* Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962)
Os protagonistas foram considerados melancólicos demais para sustentar a empatia do público.
* 1917 (2019)
Questionou o uso de cortes disfarçados para parecer um único take; mais tarde disse que a experiência se tornou menosfluida após comparação com jogos de tiro.
* Atômica (2017)
Viu a cena de luta em plano-sequência, mas percebeu o take costurado digitalmente, o que prejudicou o efeito pretendido.
* Twin Peaks – Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992)
Após Cannes, afirmou que David Lynch se tornou autoindulgente, prejudicando o interesse por trabalhos do diretor; manteve, porém, certa admiração.
* Assassinos por Natureza (1994)
Diz nunca ter assistido ao longa completo, alegando que mudanças no roteiro comprometeram a convinção dos personagens.
* Pânico (1996)
Criticou a direção de Craven por frear o filme, impedindo que o terror avançasse além do esperado.
* Atração Perigosa (2010)
Gosta do enredo, mas apontou que o elenco bonito demais para a proposta crua tira o tom da história.
* Tenet (2020)
Admitiu ficar confuso na primeira visão e disse que precisaria rever para entender a narrativa.
* Stripes (1981)
Questionou o desfecho da comédia militar, com Bill Murray, que o levou a duvidar da virada do protagonista.
* Os Fantasmas Contra Atacam (1988)
Criticou a redenção final do personagem como forçada, entre as produções de Murray.
* Feitiço do Tempo (1993)
Disse que a premissa de redenção por meio de humor ácido não corresponde à sua leitura do personagem.
* Jogos Vorazes (2012)
Foi fã de Batalha Real, mas afirmou que a saga copiou a obra japonesa; brincou que poderia ter dirigido o original.
* Halloween 2: O Pesadelo Continua (1981)
Viu a reviravolta familiar como prejudicial ao mistério que marcaram o original de Carpenter.
* Todo o Universo Cinematográfico Marvel (2008-presente)
Disse que os atores não são as estrelas reais; o protagonismo fica com os personagens e não com o elenco.
* Star Wars: O Despertar da Força (2015)
Criticou a estratégia de exclusividade de salas pela Disney, citando impacto no exibição de outros filmes.
* Matrix Reloaded (2003) e Matrix Revolutions (2003)
Quis evitar a competição com Kill Bill; depois admitiu que as continuações prejudicaram a mitologia do original.
Entre na conversa da comunidade