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Quentin Tarantino revela 32 filmes que não aprova

Tarantino lista 32 títulos que não gosta, de Hitchcock a blockbusters, destacando críticas, controvérsias e impacto no cinema

Quentin Tarantino no Prêmio Vanguard, realizado em setembro de 2025
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  • Tarantino listou 32 títulos que não gosta, apresentados em entrevistas, podcasts e no livro Cinema Speculation.
  • Entre os exemplos estão Salem’s Lot, Indiana Jones e a Última Cruzada e Laranja Mecânica, com críticas específicas a cada um.
  • Também citou Alerta Vermelho e O Projeto Adam, da Netflix, como exemplos de filmes que, na visão dele, “não existem no imaginário popular” mesmo com cachês altos.
  • Incluiu títulos como Selma, Intriga Internacional, Um Corpo que Cai, True Detective e Quinteto, destacando suas críticas a diferentes estilos e épocas.
  • Ainda mencionou o Universo Cinematográfico Marvel, Star Wars: O Despertar da Força e as sequências de Matrix, avaliando impactos da indústria e escolhas criativas.

Quentin Tarantino mantém uma reputação dupla: diretor premiado e crítico ferrenho. Em publicações e podcasts, o cineasta costuma mencionar títulos que não gosta ou questiona, mesmo entre obras consagradas. A lista a seguir reúne 32 produções citadas por ele, sem hierarquia.

Segundo o escritor e cineasta, a visão sobre cinema inclui gostos pessoais, nem sempre alinhados com o sucesso de público e crítica. Entre as obras mencionadas, aparecemR referências a Hitchcock, Kubrick, Truffaut e à indústria do streaming. O retrospecto percorre décadas e gêneros diversos.

* Salem’s Lot (1979)

Tarantino contou ter tentado ver a minissérie duas vezes sem sucesso. Primeiro, disse ser filme de TV longo; depois, desanimou aos 25 minutos da reprise.

* Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

O diretor disse achá-la entediante e preferir até o filme anterior ou o seguinte da franquia, citando Connery como personagem pouco envolvente.

* Alerta Vermelho (2021) e O Projeto Adam (2022)

Citou esses títulos da Netflix, estrelados por Ryan Reynolds, como exemplos de produções que não ficam no imaginário popular, mesmo com cachês altos.

* Laranja Mecânica (1971)

Elogiou os primeiros 20 minutos, mas chamou Kubrick de hipócrita por defender a violência de forma ambígua no filme.

* Selma: Uma Luta pela Igualdade (2014)

Sugeriu que o filme parecia produção televisiva e merecia Emmy; depois afirmou não ter assistido à obra.

* Intriga Internacional (1959)

Chamou o filme de superestimado, afirmando que jovens que o descobrem tendem a elevá-lo, enquanto, na prática, seria apenas mediano.

* Um Corpo que Cai (1958)

Disse não gostar do filme de Hitchock nem da fase da década de 1950, associando-a a um ranço datado.

* Três É Demais (1998)

A comédia de Wes Anderson não o conquistou, por não se conectar com o protagonista.

* O Agente da U.N.C.L.E. (2015)

Gostou da primeira metade, mas viu a segunda parte se perdendo e criticou a atuação de Alicia Vikander.

* Monty Python – O Sentido da Vida (1983)

Não o odeia, mas uma cena específica o levou a desviar o olhar, pela sua natureza grotesca.

* Frenesi (1972)

No estudo do thriller de Hitchock, sugeriu a possibilidade de o filme ser fraco, ainda que tenha mostrado interesse durante a produção.

* Quinteto (1979)

Lembrança de infância o levou a classificar a obra de Altman como terrível, entediante e sem propósito.

* True Detective (2014-presente)

Diz ter largado a série após o primeiro episódio e criticou o trailer da segunda temporada pela seriedade excessiva.

* Voar é com os Pássaros (1970)

Descrito como um dos piores de grande estúdio pela visão do crítico, na lembrança de infância.

* Os Incompreendidos (1959)

A: Truffaut o deixou indiferente; não compreendeu as motivações do protagonista, enquadrando a obra dentro da Nouvelle Vague.

* Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962)

Os protagonistas foram considerados melancólicos demais para sustentar a empatia do público.

* 1917 (2019)

Questionou o uso de cortes disfarçados para parecer um único take; mais tarde disse que a experiência se tornou menosfluida após comparação com jogos de tiro.

* Atômica (2017)

Viu a cena de luta em plano-sequência, mas percebeu o take costurado digitalmente, o que prejudicou o efeito pretendido.

* Twin Peaks – Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992)

Após Cannes, afirmou que David Lynch se tornou autoindulgente, prejudicando o interesse por trabalhos do diretor; manteve, porém, certa admiração.

* Assassinos por Natureza (1994)

Diz nunca ter assistido ao longa completo, alegando que mudanças no roteiro comprometeram a convinção dos personagens.

* Pânico (1996)

Criticou a direção de Craven por frear o filme, impedindo que o terror avançasse além do esperado.

* Atração Perigosa (2010)

Gosta do enredo, mas apontou que o elenco bonito demais para a proposta crua tira o tom da história.

* Tenet (2020)

Admitiu ficar confuso na primeira visão e disse que precisaria rever para entender a narrativa.

* Stripes (1981)

Questionou o desfecho da comédia militar, com Bill Murray, que o levou a duvidar da virada do protagonista.

* Os Fantasmas Contra Atacam (1988)

Criticou a redenção final do personagem como forçada, entre as produções de Murray.

* Feitiço do Tempo (1993)

Disse que a premissa de redenção por meio de humor ácido não corresponde à sua leitura do personagem.

* Jogos Vorazes (2012)

Foi fã de Batalha Real, mas afirmou que a saga copiou a obra japonesa; brincou que poderia ter dirigido o original.

* Halloween 2: O Pesadelo Continua (1981)

Viu a reviravolta familiar como prejudicial ao mistério que marcaram o original de Carpenter.

* Todo o Universo Cinematográfico Marvel (2008-presente)

Disse que os atores não são as estrelas reais; o protagonismo fica com os personagens e não com o elenco.

* Star Wars: O Despertar da Força (2015)

Criticou a estratégia de exclusividade de salas pela Disney, citando impacto no exibição de outros filmes.

* Matrix Reloaded (2003) e Matrix Revolutions (2003)

Quis evitar a competição com Kill Bill; depois admitiu que as continuações prejudicaram a mitologia do original.

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