- Uma versão adaptada de Seaworld Venice, de Florentina Holzinger, será apresentada no Gropius Bau, em Berlim, na primavera de 2027; segue para a Kunsthalle Wien, em Viena, naquele outono, encerrando em março de 2028 no Amant, no Brooklyn, com Nora-Swantje Almes (curadora de Programas ao Vivo) supervisionando.
- No Venice Biennale, Holzinger pendurou-se de cabeça para baixo dentro de uma grande campana de bronze recém retirada da lagoa veneziana, atuando como sino humano; cenas incluíram colaboradores nus flutuando em um tanque de imersão e um jet ski conduzido por uma mulher nua.
- A obra aborda o espetáculo como alerta sobre o apocalipse ambiental, discutindo o risco de Veneza diante do aumento do nível do mar.
- O Amant prevê ocupar três dos quatro espaços expositivos da instituição, além de um pátio externo em East Williamsburg; permanece incerta a presença de jet skis e sanitários móveis, já que a montagem depende da adaptação após o Bienal.
- Holzinger também lançou Pfingstspiel, performance de nove horas, no castelo de Prinzendorf, perto de Viena, seguindo a linha de Viennese Actionism.
A produção Seaworld Venice, de Florentina Holzinger, que teve uma performance marcante na Bienal de Veneza, terá uma turnê internacional com versões adaptadas. A peça viajará a Berlim em 2027, Viena no mesmo ano e encerrará o ciclo em Brooklyn, em março de 2028, no Amant. Nora‑Swantje Almes, curadora de Programas ao Vivo do Gropius Bau, conduzirá a nova montagem.
A performance original envolve Holzinger pendurada de cabeça para baixo dentro de uma grande campana de bronze, convertida em clímax sonoro, com outros elementos performáticos. Em Veneza, também houve cenas com colaboradores nus em uma cuba de imersão, além de jet ski conduzido por uma mulher nua e estruturas que deslocam performers pelo ar. A proposta é apresentada como uma reflexão sobre alerta ambiental.
Segundo a ARTnews, o projeto em Berlim ocupará três das quatro galerias do Gropius Bau, além do pátio externo. Em Viena, a montagem também deverá ocupar espaços relevantes, enquanto no Brooklyn, no Amant, os organizadores pretendem adaptar o formato para o espaço local após as apresentações em Veneza.
Holzinger manteve agenda internacional após a abertura da Bienal. Em Prinzendorf an der Zaya, perto de Viena, estreou Pfingstspiel, uma performance de nove horas realizada em parceria com Wiener Festwochen e a Nitsch Foundation. A peça continuou a explorar a tradição da Viennese Actionism, enfatizando resistência e radicalidade na expressão artística.
Em entrevista ao The New York Times, Holzinger refletiu sobre o legado do movimento Viennese Actionism, destacando a função da arte como ferramenta de combate a situações que considera inaceitáveis. A artista associa a abordagem a uma necessidade de quebrar o silêncio com ações contundentes, mantendo o foco em denunciabilidade e transformação social.
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