- Retrospectiva em Lincoln Center celebra Elaine May, destacando seu impacto e a restauração em 4K de Mikey and Nicky, que chega ao cinema para comemorar o 50º aniversário.
- Em mil novecentos e setenta e cinco, May insistiu na edição final; a Paramount tentou vender o filme, houve interrupção judicial e dois reels sumiram, levando à supervisão da edição pela diretora.
- Mikey and Nicky acompanha dois gângsteres em quartos de hotel e diners da Filadélfia, com relação tensa entre amizade e lealdade; o filme teve críticas desfavoráveis na estreia de 1976 e houve abandonos de sessões.
- A trajetória de May: reconhecida por atuar, escrever e dirigir, enfrentou preconceito de gênero; Ishtar, de 1987, foi grande fracasso de bilheteria, mas passou por reavaliação recente.
- O evento permanece até 2 de julho; nomes como Lena Dunham, Martin Scorsese, Greta Gerwig e os Safdie são fãs, reforçando a crescente valorização da diretora.
Elaine May, cineasta cuja visão pioneira enfrentou resistência em Hollywood, ganha reconhecimento tardio. Em Nova Iorque, uma retrospectiva mostra como sua ambição imensa abriu caminhos para diretoras, mesmo diante de controvérsias.
A saga de Mikey e Nicky acompanha dois mafiosos em uma madrugada caótica de Filadélfia. A produção enfrentou disputas com a Paramount, venda encoberta de direitos e um corte final que só foi consensuado após supervisão de May. O filme consolidou-se no tempo após nova edição.
Em 1978, May e o casa-novamente parceiro de negócios, Julian Schlossberg, reverteram a situação e reconquistaram os direitos. O filme recebeu uma reedição e, ao longo dos anos, ganhou status de obra de culto, especialmente após restauração em 4K.
A mostra de May em Lincoln Center, de 26 de junho a 2 de julho, celebra o acervo da diretora antes de uma distribuição mais ampla nos EUA. Programadores destacam que a obra dela, marcada por ambição e improviso, foi subestimada na época.
Mesmo com retorno de público e crítica, May enfrentou resistência por ser mulher na indústria nos anos 70. A relação entre diretoras contemporâneas e a sua trajetória é apontada como prova de mudanças que demoraram a chegar.
Ishtar, de 1987, elevou o desafio de May a um novo patamar, com atritos entre equipe e estúdio. O filme, visto como fracasso financeiro, é hoje objeto de reavaliação e compõe o ciclo de exibição atual na retrospectiva.
A curadoria enfatiza que May foi além de técnicas: uniu atuação, escrita e direção com uma visão que impunha ruptura. Artistas como Lena Dunham, Martin Scorsese e Greta Gerwig citam-na como referência de inovação e persistência.
A programação do Lincoln Center reúne filmes de May até o lançamento regional previsto para este verão, reforçando a percepção de que sua obra continua contemporânea e relevante para o cinema moderno.
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