- A Pixar pretende encerrar a fase de Bonnie em Toy Story 6, transformando Toy Story 4, 5 e 6 em uma nova trilogia centrada na menina que herdou os brinquedos de Andy.
- O objetivo é acompanhar o amadurecimento de Bonnie até a saída da infância, enfrentando o impacto da era digital nas brincadeiras.
- Toy Story 5 introduz a tecnologia como vilã, com Bonnie ganhando um tablet inteligente em formato de sapo, que passa a consumir boa parte do tempo e deslocar as brincadeiras físicas.
- Em Toy Story 5, Buzz Lightyear atua como mentor de um esquadrão de 50 bonecos idênticos a ele, enquanto a narrativa mantém foco nas relações entre os personagens e nas mudanças provocadas pela tecnologia.
- O encerramento da trajetória de Bonnie está previsto para Toy Story 6, que deve explorar a transição da infância para a vida adulta, mantendo o foco no desapego e no crescimento, sem adicionar eventos ligados a Lightyear.
A Pixar planeja encerrar a fase de Bonnie em Toy Story com o sexto filme, fechando a chamada “trilogia de Bonnie” ao reunir Toy Story 4, 5 e 6. O diretor e roteirista Andrew Stanton pretende transformar essa fase em uma conclusão coerente, centrada na menina que herdou os brinquedos de Andy. O foco é acompanhar o amadurecimento de Bonnie até a passagem da infância.
A proposta é explorar, de forma contínua, a relação entre Bonnie e Woody, Buzz e o restante do grupo, desde os primeiros anos até uma nova rotina. O enredo confronta o avanço da era digital como um elemento de tensão entre crianças e brinquedos, sem deixar de lado o manejo emocional da despedida.
Objeto central da nova etapa
Stanton afirma buscar um desfecho claro para a trajetória de Bonnie, sem sequências criadas apenas por hábito. A ideia é apresentar uma linha do tempo com começo, meio e fim, marcada pela evolução da menina e pela percepção dos brinquedos diante da tecnologia.
Aos poucos, os filmes 4, 5 e 6 devem revelar transições de idade de Bonnie, mantendo a perspectiva dos brinquedos sobre essa mudança. A narrativa deve refletir o aumento da conectividade, redes sociais, jogos online e vídeos curtos na vida da criança.
O papel da tecnologia como antagonista
Em Toy Story 5, Bonnie recebe um tablet inteligente em formato de sapo, chamado Lilypad, que passa a ocupar grande parte do tempo da menina. A tela substitui, gradualmente, atividades físicas por interações virtuais com amigos, deslocando os brinquedos da rotina diária.
Nesse cenário, Woody, Buzz, Jessie e o grupo enfrentam o isolamento causado pela presença constante da tela. A turma busca estratégias para manter o vínculo com Bonnie sem abandonar a vida real das brincadeiras.
Rumos do universo de Buzz e novas dinâmicas
Toy Story 5 apresenta Buzz Lightyear lidando com um esquadrão de 50 bonecos idênticos a ele, parados no modo de demonstração. O veterano assume o papel de mentor, orientando o grupo sobre propósito, cuidado com os mais novos e a importância de ser amado por uma criança.
A história também retoma a relação entre Buzz, Jessie e Woody, com diálogos que exploram legado e responsabilidade. Além disso, o filme desconsidera os eventos de Lightyear, mantendo Zurg como figura ligada à mitologia da franquia.
Encerramento da jornada de Bonnie
Lindsey Collins, produtora, destaca que a franquia mantém o foco na realidade de cada época. Em Bonnie, a narrativa deve tratar da relação com telas, apps e amizades mediadas por dispositivos digitais.
O desfecho está previsto para Toy Story 6, com Bonnie afastando-se das telas e dos brinquedos, ao buscar quem quer ser no mundo real. A produção pode incluir saltos temporais mostrando Bonnie na adolescência e no início da vida adulta.
O que resta em aberto
Ao fechar o arco de Bonnie com uma trilogia própria, Stanton busca um propósito artístico claro para a conclusão. Resta saber se a história abre espaço para novos caminhos de Toy Story após a sexta aventura, mantendo o legado da franquia.
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