- Satchel Lee cria novos mundos por meio de fotografias, vídeos, miniaturas e videoclipes, valorizando detalhes cotidianos que revelam mudanças faciais expressivas.
- Ela cresceu em Nova York, dirigiu um magazine queer no ensino superior, estudou cinema na Universidade de Nova York e fez MFA na School of the Art Institute of Chicago; já realizou comerciais, retratos e videoclipes, incluindo “In Bloom” e “I Hate the Beatles” (2022).
- A tese de MFA, What a Gift (2024), apresenta retratos encenados de família em uma sala de estar marrom, com mãe, pai, avó e filha; o vídeo é inspirado em Symbiopsychotaxiplasm: Take One (1968).
- Sua primeira exposição individual, Where We Find Ourselves (2025), no Contemporary Arts Museum Houston, traz maquetes ampliadas de edifícios da Freedmen’s Town e um documentário no estilo Black Journal com moradores locais.
- Lee defende a memória como material, destacando heranças e a construção de história a partir de memórias familiares, sugerindo que “fantasmas vivos” cercam a lembrança coletiva.
Satchel Lee atua na fronteira entre imagem, vídeo e miniaturas para abrir mundos ainda não explorados. Sua pesquisa visual foca na beleza contida em detalhes cotidianos, muitas vezes invisíveis, que revelam mudanças emocionais sutais.
A artista cresceu em Nova York, onde dançou e coreografou. Durante a faculdade, dirigiu um espaço de publicação queer e estudou cinema. Formou-se pela School of the Art Institute of Chicago e já realizou trabalhos comerciais e videoclipes.
Lee também tem uma prática ligada à fotografia de família, com séries que assumem ares de autorretrato e encenação. Seu trabalho recente investiga vínculos familiares por meio de retratos cuidadosamente montados.
Formação e referências
Na videografia de seu mestrado, a artista encena familiares como atores, explorando a ideia de uma unidade burguesa negra. O ambiente remete a um cotidiano e aos laços que o transformam, entre afeto e melancolia.
Exposição inaugural e foco em memória
A primeira exposição individual, Where We Find Ourselves (2025), ocorreu no Contemporary Arts Museum Houston. Lee criou modelos em miniatura de prédios da Freedmen’s Town e ampliou as imagens para grandes formatos.
Para acompanhar a mostra, a artista produziu um documentário no estilo Black Journal, entrevistando residentes locais. O material busca memória viva da comunidade após a escravidão, além de história não contada em livros.
Propósito e abordagem
Lee enfatiza memória como material cultural, destacando a transmissão de lembranças entre gerações. Seu interesse é em eventos e na preservação de edificações que resistem, mesmo em estado de deterioração, como testemunhos do passado.
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