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Supergirl: tropeço cósmico divide críticas e desafia o novo DCU

Críticas apontam Supergirl como projeto confuso, sem identidade e com falhas técnicas, colocando em risco a credibilidade do novo DCU

Fracasso de Supergirl expõe vulnerabilidade do novo universo cinematográfico (Foto: Reprodução)
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  • O filme Supergirl, baseado na graphic novel A Mulher do Amanhã, chega aos cinemas com críticas negativas sobre falta de identidade e direção, sugerindo que não consolida a estreia do novo DCU.
  • Analistas apontam que o projeto tenta abraçar muitos gêneros (faroeste, ficção científica, estética de Mad Max e Guardiões da Galáxia) e não entrega uma assinatura própria, segundo o crítico PH Santos.
  • O roteiro, assinado por Ana Nogueira, é considerado arrastado, com uso de flashbacks mal executado e dificuldade em humanizar a heroína Kara Zor-El, além de supostamente nerfar seus poderes para gerar tensão, conforme Waldemar Dalenogare e Jeremy Jahns.
  • A caracterização e atuação de Milly Alcock geram debates: a performance inicial é elogiada por alguns, mas é vista como ofuscada pela complexidade dramática não clara da obra, segundo as críticas.
  • Aspectos técnicos são fortemente criticados: fotografia e iluminação são descritas como inadequadas e a montagem de cenas de ação é considerada caótica; o vilão Crem é visto como genérico, enquanto a participação de Jason Momoa como Lobo divide opiniões. A publicidade do filme pelas executivas da Warner também é apontada como indicativa de insegurança no projeto.

A produção de Supergirl, baseada na graphic novel A Mulher do Amanhã, chegou aos cinemas com a promessa de expandir o novo DCU. O filme acompanha Kara Zor-El em busca de justiça e vingança por Krypton, mas enfrenta críticas que vão da desorientação narrativa a falhas técnicas, comprovando um resultado pouco condizente com as expectativas.

Analistas apontam uma falta de identidade do projeto. O crítico PH Santos descreve o filme como uma colagem de referências, sem assinatura clara do diretor Craig Gillespie, que seria incapaz de consolidar uma linha autoral. Atinge várias referências, mas não se prende a nenhuma delas.

Outra leitura comum é de que a obra é uma bagunça genérica de ficção científica. Jeremy Jahns sustenta que a tentativa de explorar temas profundos sobre o lugar da protagonista no mundo fica ofuscada pela execução sem alma, segundo a crítica, sugerida como artificial.

O roteiro, assinado por Ana Nogueira, recebe críticas por uma estrutura narrativa arrastada. O uso de flashbacks é considerado mal aproveitado, e há consenso de que a heroína é tratada de forma a parecer menos poderosa em certos momentos, o que soa como artifício para manter a tensão.

Diante disso, a caracterização de Kara Zor-El divide opiniões. A atuação de Milly Alcock é reconhecida pela energia do início, mas a performance seria prejudicada pela construção dramática confusa do texto. A narrativa é descrita como pouco humana e distante, o que compromete a empatia pela personagem.

Do ponto de vista técnico, a fotografia de Rob Hardy recebe críticas por parecer aquém de um épico espacial. A iluminação é apontada como pouco eficaz, com cenas escuras que dificultam a imersão. A montagem de cenas de ação é criticada por sua natureza caótica, que reduz a tensão.

O antagonista Crem é amplamente rejeitado pelos especialistas, considerado genérico e sem impacto emocional. Em contrapartida, a participação de Jason Momoa como Lobo é vista de maneiras distintas: para alguns, representa o ponto de acerto do filme; para outros, parece apenas um cosplay repetido de si mesmo.

Nos bastidores, o marketing da Warner é citado como sinal de insegurança. Exibições parciais para influenciadores teriam indicado falta de confiança no produto final, segundo os críticos. O temor é de que o filme comprometa a credibilidade de James Gunn ao consolidar o novo DCU.

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