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Toy Story 5: Pixar reavalia a relação com a tecnologia

Toy Story 5 coloca a tecnologia como vilã e força brinquedos a lidar com a solidão digital das crianças

Silhueta de uma criança coberta por um lençol bege de bolinhas pretas, com um brilho azulado, observando os brinquedos de Toy Story: Rex, Woody, Jessie, Bala no Alvo, Buzz Lightyear e Garfinho, que estão em uma cama ou caixa de brinquedos. O quarto está escuro, com uma janela azulada ao fundo
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  • Toy Story 5, em cartaz desde 18 de junho, traz a tecnologia como tema central, com Lilypad, um tablet em formato de sapo, como antagonista.
  • Bonnie, uma das poucas crianças que ainda brinca com brinquedos tradicionais, ganha um tablet, gerando tensão entre os brinquedos e os dispositivos digitais.
  • A história foca no conflito entre Jessie, guiada pela experiência, e Lilypad, movido por dados e algoritmos, representando como a tecnologia afeta as brincadeiras.
  • Garfinho, o garfo de Toy Story 4, retorna como personagem oficial, e o casamento dele com Faquinha é apresentado pela primeira vez no filme; Cláudio de Oliveira continua envolvido na animação do personagem.
  • Os produtores afirmam que a trama busca dialogar com a realidade atual das crianças em relação aos dispositivos, sem parecer uma lição de moral sobre tecnologia.

Em Toy Story 5, a Pixar enfrenta a tecnologia ao lado dos seus brinquedos. Woody, Jessie e Buzz encaram o desafio de uma geração conectada, em cartaz desde 18 de junho. O filme coloca a turma diante de tablets e aparelhos digitais que disputam a atenção das crianças.

A produção explora a realidade atual: Bonnie, uma das poucas crianças que ainda brinca com brinquedos tradicionais, ganha de seus pais um tablet. Em resposta, Jessie e os demais se veem obrigados a lidar com a presença de Lilypad, o tablet em formato de sapo que domina a curiosidade infantil.

Lilypad simboliza o conflito central: os dispositivos digitais atraem as crianças, enquanto os brinquedos tentam manter vínculos reais. A trama também traz itens retrô, como câmeras antigas e o Amigo Rolinho, para ensinar sobre hábitos de uso do banheiro.

O conceito por trás do filme

A equipe explica que a decisão de incluir tecnologia não foi apenas criativa, mas necessária para dialogar com o público moderno. A produção afirma que não havia a intenção de condenar a tecnologia, apenas explorar impactos no universo dos brinquedos.

Lindsay Collins, produtora, comenta que o filme surgiu de três anos de desenvolvimento. O objetivo foi representar o quarto de uma criança atual, com dispositivos que circulam na vida diária, sem datar demais a história.

O papel de Jessie e a nova dinâmica

O arco principal envolve Jessie, que encara o tablet guiado por dados e algoritmos. O enredo mostra o esforço de Jessie para encontrar um amigo para Bonnie, enquanto Lilypad tenta criar conexões virtuais.

A narrativa evita uma lição explícita sobre tecnologia, focando na tensão entre as escolhas da turma e a busca por afeto. O filme propõe uma reflexão sutil sobre convivência entre o físico e o digital.

Garfinho volta em cena

Garfinho, o garfo de plástico de Toy Story 4, retorna como membro oficial da turma. O personagem reaparece ao lado de Rex, Sr. e Sra. Cabeça de Batata e Slinky, com novos momentos de animação.

O animador brasileiro Cláudio de Oliveira volta a assinar cenas do Garfinho. Ele trabalhou em Divertida Mente e Os Incríveis 2 e integrou a equipe de Toy Story 5 desde a D23 em São Paulo.

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