- Baby do Brasil participou da CineOP em Ouro Preto, em 27 de junho de 2026, para apresentar o documentário Apopcalipse Segundo Baby, de Rafael Saar.
- O filme revisita a trajetória artística e pessoal da cantora, com a coletiva promovida pela Rolling Stone Brasil.
- Ela disse que revisitar a vida pela perspectiva do diretor foi uma oportunidade de autoconhecimento e revelou que os filhos conheciam menos de sua juventude radical.
- A cantora elogiou o olhar de Saar, disse ter lhe dado carta branca e afirmou que o filme a traduz perfeitamente.
- Também abordou julgamentos nas redes, feminismo, racismo e o cinema brasileiro, defendendo salas de exibição e a circulação nacional do filme.
Baby do Brasil participou da 21ª CineOP, em Ouro Preto, para apresentar o documentário Apopcalipse Segundo Baby, dirigido por Rafael Saar. A coletiva contou com a presença da artista, do cineasta e da equipe da Rolling Stone Brasil, e revelou reflexões sobre carreira, vida e cinema nacional.
Na conversa, Baby descreveu o processo de revisitar sua trajetória pela visão do diretor, destacando a experiência como rara oportunidade de autoconhecimento. Ela contou que ficou apreensiva ao assistir, mas viu nisso um privilégio de entender como ela é percebida por diferentes olhares.
A artista revelou que ficou surpresa ao perceber que seus filhos desconheciam parte de sua juventude radical, e que preferiu manter certos aspectos reservados para não influenciar a vida familiar. Ela ressaltou manter um ponto fora de padrões ao longo da carreira.
Baby destacou que o filme traduz de forma fiel sua personalidade, elogiando a delicadeza do olhar de Saar. Ela afirmou ter confiado plenamente na condução do cineasta, sem impor interferências, o que, segundo ela, ajudou a evitar distorções na narrativa.
Sobre a recepção pública, a cantora disse não se incomodar com críticas e avaliou que há fundamentos nas percepções dos outros. Ela afirmou buscar entender a origem das avaliações antes de respondê-las, adotando postura reflexiva.
A atriz também comentou o atual cenário do cinema brasileiro, expressando entusiasmo com o amadurecimento da produção nacional. Ela defendeu a valorização das obras em salas de exibição, incluindo o cinema de rua, e sugeriu uma circulação nacional do documentário.
No debate sobre feminismo, Baby evitou rótulos, destacando como educou três filhas e três filhos com base no respeito às diferenças. Ela mencionou seu trabalho humanitário como embaixadora de uma ONG em Minas Gerais para apoiar mulheres vítimas de violência.
A fala sobre racismo teve enfoque espiritual, com reconhecimento da beleza da população negra e críticas ao preconceito. A artista lembrou a importância de entender as raízes desse fenômeno, conectando-o a contextos históricos e culturais.
Ao relembrar a carreira, Baby mencionou encontro marcante com Gilberto Gil, em 1969, destacando a postura dele diante da questão racial. A entrevista ressaltou como esse diálogo moldou sua percepção sobre identidade e arte no Brasil.
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