Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Japão participa da Copa do Mundo de Cinema

Japão chega à oitava Copa do Mundo de Cinema, destacando seu legado de cineastas icônicos e a redescoberta de Uma Página de Loucura

Foto: Porto Alegre 24 horas
0:00
Carregando...
0:00
  • O Japão entra na Copa do Mundo com a oitava participação, sendo a primeira seleção a se classificar pelas Eliminatórias da AFC, superando equipes como Arábia Saudita, Austrália, Bahrein, China e Indonésia.
  • Os Samurais Azuis, comandados desde 2018 por Hajime Moriyasu, chegaram a vitórias em amistosos contra Inglaterra e Brasil e visam passar das oitavas de final em 2026.
  • No cinema, o Japão é reconhecido mundialmente como um dos mais influentes produtores, com marcas de diretores como Kurosawa, Ozu, Miyazaki e Hamaguchi.
  • A história cinematográfica japonesa começa em 1896, na era Meiji, com a primeira exibição em Kobe; o filme preservado mais antigo é Momijigari (1899) e surgem os benshi, narradores no cinema mudo.
  • Hoje destacam-se as animações e o cinema de estúdio, incluindo kaiju e Studio Ghibli; a obra escolhida para representar é Uma Página de Loucura (1926), de Kinugasa Teinosuke, célebre pela gramática visual sem intertítulos e pela redescoberta do negativo em 1970.

O Japão aparece não apenas como potência no futebol, mas também como referência global no cinema. A seleção japonesa entra na Copa do Mundo de Cinema com projeção histórica, consolidando um legado de produção e inovação.

A equipe de cinema do Japão é composta por obras que vão desde o cinema clássico até as tendências modernas, incluindo animação. O país abriga realizadores icônicos como Akira Kurosawa, Yasujiro Ozu, Hayao Miyazaki e Satoshi Kon, entre muitos outros.

A trajetória do cinema japonês começou em 1896, no período Meiji, com a primeira exibição em Kobe usando o cinetoscópio. O filme japonês mais antigo preservado é Momijigari, de 1899, marcando o início de uma tradição audiovisual rica.

Antes da Segunda Guerra, o Japão era o segundo maior produtor de cinema mundial. Pós-guerra, surgiram filmes de kaiju, como Godzilla, da Toho. O movimento Nūberu Bāgu consolidou o cinema moderno japonês, comparável à Nouvelle Vague francesa.

Na atualidade, o Japão mantém tradição e inovação, especialmente na animação com estúdios de renome internacional. Em termos de cinema, o país continua a influenciar both público e indústria ao redor do mundo.

Como representante do Japão na Copa do Mundo de Cinema, escolhemos Uma Página de Loucura (1926), de Kinugasa Teinosuke. O filme é um terror psicológico não sonoro que acompanha um marinheiro em missão para libertar sua esposa internada após um suicídio falhado.

Uma Página de Loucura é apresentado sem intertítulos, contando a história apenas por imagens. A obra demonstra uma gramática visual autônoma, capaz de drama e subjetividade sem diálogos. A redescoberta do negativo de 35mm, em 1970, reescreveu a história do cinema japonês.

Esse filme é lembrado por evidenciar o pioneirismo japonês no século XX, ao lado de obras que estabeleceram a vanguarda estética do período. A história do cinema japonês, desde a era Meiji até a modernidade, é marcada por experimentação e inovação.

*Texto originalmente publicado no portal Tem Que Ver Cinema*

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais