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Brasil em guerra nas telas: a epopeia da memória

Cineasta Erik de Castro discute em live a trilogia sobre o Brasil na Segunda Guerra Mundial e o resgate da memória dos pracinhas

Documentário "Senta a Pua" - (crédito: Divulgação)
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  • Cineasta Erik de Castro, de Brasília, dedica uma trilogia documental à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, cobrindo céu, terra e mar.
  • O projeto veio de um sonho infantil e ganhou impulso com o pai, Haroldo de Castro, que disse: “Não é só um filme. São três”.
  • As obras destacam sacrifícios de jovens de dezoito a vinte e sete anos e mostram contrastes entre as frentes: ar, mar e oceano, com foco nos veteranos e no abandono percebido pelo país.
  • O documentário da Marinha abre com a ideia de que os oficiais sentiram que o filme deveria se chamar Esqueceram de Nós, reforçando o sentimento de gratidão tardia.
  • Nesta sexta-feira, o cineasta participa da live “A FEB e o Cinema – Histórias que não podem ser esquecidas”, às dezoito horas e trinta minutos, no Instagram @fatosdasguerrasmundiais.

A história do Brasil na Segunda Guerra Mundial ganha, pela visão de um cineasta brasiliense, novas camadas de memória. Erik de Castro lidera uma trilogia documental que aborda a participação brasileira nos conflitos, sob três frentes: céu, terra e mar.

O projeto nasceu de um encontro entre curiosidade e memória familiar. Aos 14 anos, Erik encontrou o livro Senta a Pua! na biblioteca do pai. O pai, Haroldo de Castro, desafiou o jovem: o filme seria três obras. Assim, começou a jornada que durou 15 anos.

A trilogia teve início em 1997 com Senta a Pua!, seguindo com O Brasil na Batalha do Atlântico, lançado em 2012, e culminando em A Cobra Fumou, sobre o Exército. O conjunto retrata sacrifícios de jovens entre 18 e 27 anos, em cada frente de batalha.

Segundo o cineasta, o foco é evidenciar o contraste humano entre as frentes de combate: o céu da Aeronáutica, a artilharia na composição da Força Aérea, e o pavor dos mares com o inimigo submarino nazista. O objetivo é manter a memória viva para futuras gerações.

Erik ressalta que o cinema documental pode tocar corações sem edição de emoção explícita. Ele relembra que muitos veteranos sentiram abandono pelo país, citando o Almirante Monnerat, que ao abrir o filme da Marinha mencionou a ideia de um título que apontasse esse esquecimento.

Nesta sexta-feira, o diretor participa da transmissão ao vivo A FEB e o Cinema, trazendo bastidores e memórias acumuladas em quase duas décadas de convivência com os pracinhas. A leitura de bastidores deve valorizar histórias que moldaram a carreira de Erik.

Serviço

Live “A FEB e o Cinema – Histórias que não podem ser esquecidas” com o cineasta Erik de Castro

A transmissão ocorre amanhã (3/7), às 19h30, no instagram @fatosdasguerrasmundiais.

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