- A morte do ator Hikaru Kurosaki, aos 64 anos, reacendeu o interesse pelo personagem Jaspion no Brasil, onde ele marcou a infância de várias gerações.
- No Japão, Jaspion teve audiência média de 11,8% e não virou ícone tão forte quanto no Brasil, apesar de ser parte da franquia Metal Hero.
- No Brasil, a série estreou em 22 de fevereiro de 1988 pela Rede Manchete e rapidamente conquistou muita audiência entre crianças, disputando espaço com a Xuxa.
- O sucesso brasileiro foi potencializado pela aquisição dos direitos pela Sato Company a um preço baixo, além das reprises constantes que mantiveram o herói em evidência.
- O legado inclui brinquedos, álbuns de figurinhas, músicas, revistas e, posteriormente, mangá e projeto de filme, consolidando Jaspion como referência da cultura pop brasileira.
Nessa quinta-feira, 1º, morreu o ator japonês Hikaru Kurosaki, aos 64 anos. Ele ficou conhecido por interpretar Jaspion, herói de armadura metálica que dominou a televisão brasileira no fim dos anos 1980. A causa da morte não foi divulgada; Kurosaki viveu em Okinawa, onde atuava como instrutor de mergulho.
O fenômeno no Brasil contrastou com a recepção no Japão. Jaspion teve média de 11,8% de audiência no país de origem, considerado boa para a época, mas não se tornou um marco nacional. O personagem surgiu após outras séries da franquia Metal Hero.
O nascimento do ícone brasileiro
A série estreou em 22 de fevereiro de 1988 na Rede Manchete, dentro do Clube da Criança, com Angélica apresentando. A produção japonesa chegou ao Brasil pela Sato Company, a um custo baixo, surpreendendo quem apostou no título.
A atração rendeu enorme sucesso de público, disputando a audiência com Xou da Xuxa. As reprises frequentes mantiveram Jaspion na memória de crianças e adolescentes por anos.
Impacto e legado
O êxito abriu espaço para outras produções japonesas no Brasil, como Changeman, Jiraiya, Jiban e Black Kamen Rider. Produtos licenciados, músicas e revistas ajudaram a consolidar o personagem na cultura pop brasileira.
Além da televisão, Jaspion gerou pesquisas e referências, incluindo registros do IBGE de nomes no Brasil. Em 2020, surgiu o mangá brasileiro O Regresso de Jaspion, pela Editora JBC, e há um filme em desenvolvimento pela Sato Company.
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