- A Bélgica realizou a primeira projeção pública de um filme em 1º de março de 1896, na Galeria do Rei, em Bruxelas.
- Na década de 1930, o cinema belga ganhou consistência com a Escola Belga de Documentário, reunindo nomes como Charles Dekeukeleire e Henri Storck.
- O país tem uma organização linguístico-cultural tripla: Flandres (flamengo), Valônia (francês) e Bélgica Oriental (alemão), o que influenciou sua produção cinematográfica.
- Destacam-se diretores como os irmãos Dardenne e Chantal Akerman; a diretora Akerman é reconhecida por obras que exploram o cotidiano feminino, espaço e tempo, como Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles.
- Jeanne Dielman foi eleita o melhor filme de todos os tempos pela Sight & Sound em 2022, mantendo o foco nos três dias da rotina da personagem Jeanne Dielman.
A Bélgica participa da Copa do Mundo de Cinema, que reúne obras de todo o mundo para premiar o melhor filme. A seleção belga chega aos 15 eventos com a expectativa de repetir o desempenho de 2018, na Rússia, quando terminou em terceiro lugar. A equipe belga vem de vitória contra Senegal, na prorrogação, e busca avanços expressivos.
O país tem uma trajetória marcante no cinema, moldada pela diversidade linguística e cultural. Em Flandres, Valônia e Bélgica Oriental convivem o flamengo, o francês e o alemão, influenciando temáticas e estilos. A produção nacional ganhou relevância a partir dos anos 1930, com a Escola Belga de Documentário.
Historicamente, os diretores belgas alcançaram reconhecimento internacional ao longo das décadas. Nomes como os irmãos Dardenne e Chantal Akerman ficaram famosos por obras de forte impacto social. Akerman, em especial, é lembrada por Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de 1975, eleito, em 2022, o melhor filme de todos os tempos pela Sight & Sound.
Panorama histórico
A primeira projeção pública de cinema na Bélgica ocorreu em 1º de março de 1896, na Galeria do Rei, em Bruxelas. O cinema local consolidou-se a partir de 1930, buscando identidade própria frente a França, Alemanha e Holanda. Raoul Servais destacou-se em 1979 com Harpya, premiado em Cannes.
Entre os nomes que marcaram o cenário, destacam-se André Delvaux, Felix Van Groeningen e Lukas Dhont. A discussão sobre temas sociais, classe trabalhadora e cotidiano feminino caracterizou boa parte da produção belga. O país se firmou como referência regional.
Destaques da seleção
A obra escolhida para representar a Bélgica na Copa do Mundo de Cinema é Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles. O filme de Akerman acompanha três dias na vida de uma viúva que realiza tarefas domésticas obsessivas, em planos longos e tempo como tema central.
A cuidadosa construção narrativa coloca o espectador frente ao ritmo e à repetição do cotidiano, desafiando convenções do cinema comercial. Delphine Seyrig atua, em uma performance que permanece influente na crítica mundial.
Fonte: Tem Que Ver Cinema
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