- Transcription, de Ben Lerner, venceu o Prêmio Orwell de ficção política; o romance é ambientado durante a pandemia e foca a relação entre arte e tecnologia, com o celular como dispositivo central.
- O livro questiona como formas de mídia afetam a nossa atenção e destaca a ética de registrar falas para uso pós-vida, via inteligência artificial.
- Uma versão em áudio de treze horas da Odisseia, narrada por Michael Caine aos 93 anos, foi criada com IA, com consentimento do ator.
- Toy Story 5 também aborda dispositivos digitais, em meio a anúncios de proibição de smartphones e redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido.
- As obras ressaltam a ansiedade do século XXI, especialmente em relação às crianças, ao tempo de tela e ao risco de perder imaginação e memórias para a tecnologia.
O romance Transcription, de Ben Lerner, venceu recentemente o Orwell Prize de ficção política. A obra, ambientada durante a pandemia, aborda a relação entre memória, comunicação e tecnologia por meio de um narrador que depende do celular para registrar entrevistas e deslocamentos.
O livro aponta para a onipresença do celular na vida cotidiana, destacando a ansiedade gerada pela dependência de dispositivos. O enredo explora como a gravação de falas, inclusive para uso após a morte, pode abrir questões éticas ligadas à inteligência artificial.
Paralelamente, a estreia de Toy Story 5 traz temas similares ao retratar o papel de dispositivos digitais na infância. O filme surge em meio a debates públicos sobre proibição de smartphones e redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido, acentuando a relevância do tema.
A obra de Lerner provoca reflexão sobre a natureza da arte diante da tecnologia, incluindo a voz disembarcada, de rádio a notas de voz. A narrativa também ressalta o impacto da tecnologia na linguagem e na forma como as histórias são produzidas.
Em outra frente, tecnologias de IA avançam na indústria da narrativa. Uma nova versão de áudio do Odyssey, com Michael Caine aos 93 anos, foi criada com ferramentas de IA, mantendo o consentimento do ator, segundo relatos.
As discussões em torno de mídia, memória e identidade ganham contorno com esses lançamentos. Autores e cineastas sugerem que a cultura contemporânea precisa dialogar com as implicações éticas e sociais da tecnologia.
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