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Peça usa palhaçaria e sátira para expor falhas humanas

Peça satiriza a patética natureza humana em busca de revolução, com palhaçaria e metateatro, em cartaz na USP até 18 de julho

Imagem de uma temporada passada da peça Foi Enquanto eu Esperava a Encomenda de um Livro de Maiakóvski que Tive uma Epifania sobre a Revolução - Foto: Priscila Beal
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  • O Grupo Pano apresenta a peça Foi Enquanto eu Esperava a Encomenda de um Livro de Maiakóvski que Tive uma Epifania sobre a Revolução, em cartaz no Centro Universitário MariAntonia da USP até 18 de julho de 2026, às quintas, sextas e sábados às 20h, e aos domingos às 19h.
  • A trama acompanha quatro “camaradas” que tentam promover mudanças no país inspirados em Vladimir Maiakóvski; a história se passa no tempo de espera pela obra do poeta.
  • O cenário é uma célula revolucionária com personagens palhaços, que usam maquiagem exagerada e combinam humor e crítica para satirizar a patética condição humana; há metalinguagem e quebra da quarta parede.
  • O diretor e autor Caio Silviano explica que a peça critica a democracia liberal atual e a possível inclinação socialista, conectando as ideias a contextos históricos e à realidade brasileira.
  • Sessões extras ocorrem nos dias 8 e 15 de julho, às 20h; ingressos são gratuitos e distribuídos uma hora antes das apresentações; não haverá apresentação no dia 5 de julho devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

O Teatro do Centro Universitário MariAntonia da USP apresenta um novo espetáculo que usa palhaçaria para satirizar o patético humano. A montagem fica em cartaz até 18 de julho, às quintas, sextas e sábados às 20h, e aos domingos às 19h.

Foi Enquanto eu Esperava a Encomenda de um Livro de Maiakóvski que Tive uma Epifania sobre a Revolução, do Grupo Pano, leva ao palco quatro personagens sem nome que planejam grandes mudanças inspirados no Poeta da Revolução.

O enredo se passa no tempo de espera pela encomenda do livro. Os protagonistas enfrentam vícios e deficiências enquanto buscam uma revolução para a democracia liberal, associada ao socialismo na leitura dos artistas.

Sobre a montagem e o formato

A ação ocorre em uma célula revolucionária de guerrilha urbana, com integrantes que transitam entre cenas. Todos usaram traços de clownery, com maquiagens exageradas, humor e crítica da realidade.

O recurso de metateatro quebra a quarta parede em momentos, com a diretora e o escritor surgindo na narrativa. A ideia é ampliar a crítica ao patético humano dentro de um teatro político e satírico.

A concepção partiu do diretor Caio Silviano, que também assina o texto. A peça é a primeira realizada pelo Grupo Pano após a pandemia, iniciado em 2017, com pesquisa teórica e prática cênica.

Contexto e referências

Dois autores guiam o roteiro. Paulo Freire é citado pelo conceito de esperançar, que aponta riscos da esperança ingênua frente à ação necessária. Dagerman é referenciado pela visão de reconstrução após crises.

Silviano destaca a atualidade da crítica a tendências autoritárias e a necessidade de autocrítica no campo progressista, para evitar desarticulação diante de crises de leitura sociopolítica.

Sessões extras estão marcadas para 8 e 15 de julho, quartas, às 20h. Não haverá apresentação em 5 de julho devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos uma hora antes.

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