- O Egito participa pela quarta vez de Copas do Mundo da FIFA; chegou à fase de Mata-Mata e enfrentará a Argentina nas oitavas após vencer a Austrália nos pênaltis.
- O time é dirigido pelo treinador Hossam Hassan, contou com Mohamed Salah e jovens como Omar Marmoush, Mahmoud Trézéguet e Mostafa Mohamed para conquistar a vaga nas Eliminatórias da CAN.
- O país é referência histórica do cinema árabe, chegando a produzir aproximadamente setenta e cinco por cento dos filmes da região e já foi conhecido como Hollywood do Nilo, com a década de ouro na década de cinquenta.
- A indústria cinematográfica do Egito nasceu com a chegada do cinema em quinze de novembro de mil oitocentos noventa e seis, em Alexandria; o primeiro filme documental foi lançado em mil oitocentos e sete e o primeiro longa, em mil novecentos vinte e sete.
- Na Copa do Mundo de Cinema do TemQueVer, o Egito participa com o longa The Blazing Sun (Siraa Fil-Wadi, 1954) de Youssef Chahine, marco da estreia de Omar Sharif e ambientado no Alto Egito, com crítica social sobre latifúndio.
O Egito participa da edição atual da Copa do Mundo de Cinema, representado por um filme de 1954 dirigido por Youssef Chahine. A seleção egípcia de cinema chega ao torneio com histórico de pioneirismo na região e uma trajetória marcada por altos e baixos.
O país, referência histórica no cinema árabe, teve uma fase de ouro na metade do século XX, quando chegou a produzir grande parte dos filmes da região. Em 1952, a Revolução elevou o nacionalismo e influenciou a produção audiovisual. O longa de Chahine é parte dessa memória.
The Blazing Sun, título internacional do filme, é conhecido pela estreia de Omar Sharif no cinema. Gravado no Vale dos Reis, ele reflete o contexto social do Alto Egito e a transição do país para uma república, após a Revolução de 1952.
No enredo, um engenheiro agrônomo de origem camponesa vive um romance proibido com a filha de um paxá. A obra combina neorrealismo e melodrama para criticar a exploração latifundiária, em cenários que moldam o clima psicológico da narrativa.
A obra, apresentada no âmbito do TemQueVer, destaca-se pela ambientação e pela leitura social do período. A câmera de Chahine transforma o espaço rural em elemento ativo, impulsionando a narrativa além de um simples cenário.
Historicamente, o Egito chegou a ter a indústria cinematográfica entre as mais influentes do mundo árabe. O Studio Misr, criado em 1935, simbolizou a consolidação de uma produção nacional capaz de competir com estúdios internacionais por décadas.
A memória do cinema egípcio permanece viva, mesmo diante das oscilações de mercado e das mudanças políticas. A escolha de The Blazing Sun para o evento reforça a relação entre identidade cultural e produção audiovisual no país.
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