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Internet comercial no Brasil completa 30 anos e enfrenta novos desafios de governança

A proposta de reorganização da governança da internet no Brasil gera polêmica sobre a autonomia da gestão da rede.

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A internet comercial no Brasil completou 30 anos em 1º de maio de 2024, após ter sido liberada para o público em 1994. Desde então, seu uso cresceu muito, alcançando 92,5% dos lares brasileiros em 2023. O acesso à internet começou de forma restrita, mas evoluiu com a criação de navegadores e redes sociais. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) tem sido responsável pela governança da internet, mas um novo projeto de lei propõe transferir essas responsabilidades para a Anatel, a agência reguladora de telecomunicações. Essa mudança gerou debates sobre a autonomia da gestão da internet e a influência do governo e das grandes empresas de tecnologia. A Anatel apoia a mudança, mas com ressalvas sobre a supervisão das atividades de gestão. O CGI.br, por sua vez, afirmou que não foi consultado sobre a proposta e defende o modelo atual de governança. Além disso, há preocupações sobre como a regulação das redes sociais pode afetar a liberdade na internet. Especialistas alertam que a centralização da internet em grandes plataformas pode prejudicar sua diversidade e acessibilidade.

A internet comercial no Brasil completa 30 anos nesta quinta-feira, 1º de maio de 2024. A data marca a liberação do acesso à rede pela Embratel, após um período restrito ao meio acadêmico. Desde então, o uso da internet cresceu, alcançando 92,5% dos domicílios em 2023, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O debate sobre a governança da internet no país ganha força com o projeto de lei 4.557/2024, que propõe transferir responsabilidades do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A proposta visa integrar a supervisão da internet sob um único órgão regulador, o que gerou discussões sobre a autonomia da gestão da rede.

O secretário executivo do CGI.br, Hartmut Glaser, destaca que a atual governança multissetorial, que envolve governo, empresas e sociedade civil, é fundamental para a evolução da internet no Brasil. Ele afirma que “o governo sozinho não consegue pagar a conta”, ressaltando a importância da colaboração entre diferentes setores.

A Anatel manifestou apoio à mudança, mas expressou preocupações sobre a subordinação de entidades à Lei de Acesso à Informação (LAI), considerando-a ampla e subjetiva. O CGI.br, por sua vez, afirmou que não foi consultado sobre as mudanças propostas e defendeu o modelo atual, que segue padrões internacionais.

Além disso, a proposta de regulação das redes sociais, também de autoria do deputado Silas Câmara, pode ser discutida na Câmara dos Deputados. Essa proposta visa responsabilizar plataformas por danos causados e proibir o anonimato. A Internet Society Brasil alertou que regulações mal formuladas podem comprometer o funcionamento da internet, sugerindo que as próprias empresas adotem normas rigorosas.

O futuro da internet no Brasil enfrenta desafios, especialmente com a ascensão da inteligência artificial, que pode centralizar ainda mais o controle nas mãos de grandes plataformas. Glaser observa que a internet está perdendo características de abertura e neutralidade, essenciais para sua criação.

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