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Algoritmos das redes sociais moldam conteúdos e criam bolhas informativas entre usuários

Algoritmos de redes sociais moldam o que vemos online, criando bolhas informativas. Especialistas pedem regulação e educação midiática.

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Quando usamos redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok, o que vemos é decidido por algoritmos. Esses algoritmos são programas que aprendem com nossas interações, como curtidas e comentários, e nos mostram conteúdos que acreditam que vamos gostar, mesmo que isso inclua desinformação. Especialistas alertam que essa personalização pode criar bolhas informativas, onde só vemos o que já concordamos, dificultando o contato com ideias diferentes. Eles afirmam que os algoritmos não são neutros, pois são programados por pessoas que têm interesses comerciais. Para evitar cair nessas bolhas, é importante diversificar o que consumimos online e também há a necessidade de mais regulação sobre como esses algoritmos funcionam. Atualmente, existem propostas no Congresso para regular as plataformas digitais e aumentar a transparência. Além disso, a educação midiática é essencial para ajudar as pessoas a entenderem melhor como as redes sociais operam e a não se deixarem levar por informações enganosas.

Os algoritmos das redes sociais personalizam o conteúdo exibido aos usuários com base em suas interações, criando bolhas informacionais. Especialistas alertam sobre a falta de regulação desses sistemas e a necessidade de educação midiática para combater a desinformação.

Esses algoritmos, desenvolvidos por empresas como Meta (Facebook e Instagram) e TikTok, aprendem com as preferências dos usuários. Quanto mais um usuário interage com um tipo de conteúdo, mais recomendações semelhantes ele recebe, incluindo informações potencialmente falsas. A professora de engenharia de software Paola Accioly explica que esses algoritmos são programados para manter os usuários engajados, aprendendo continuamente sobre seus comportamentos.

A professora Kérley Winques ressalta que a ideia de que esses códigos são neutros é equivocada. Decisões humanas influenciam quais conteúdos são priorizados, resultando em uma filtragem que pode limitar a diversidade de informações. O professor Virgílio Almeida destaca que esses algoritmos, ao priorizar conteúdos que agradam, podem isolar os usuários em suas próprias visões de mundo.

Regulação e Educação Midiática

A falta de regras claras sobre o funcionamento dos algoritmos é uma preocupação crescente. Desde 2020, tramita na Câmara dos Deputados o PL das Fake News, que visa regular plataformas digitais, mas ainda não foi votado. Recentemente, o governo federal começou a discutir um novo projeto para estabelecer critérios de remoção de conteúdos criminosos.

Além da regulação, a educação midiática é fundamental. Kérley Winques enfatiza a importância de tornar os usuários conscientes sobre como as redes sociais funcionam, permitindo que eles respondam de forma crítica aos conteúdos que consomem. Especialistas sugerem que os usuários busquem ativamente conteúdos contraditórios para evitar a formação de bolhas.

A discussão sobre a regulação dos algoritmos e a promoção da educação midiática é essencial para garantir um ambiente digital mais saudável e informado.

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