A visita de Donald Trump ao Oriente Médio resultou em acordos importantes para a tecnologia de inteligência artificial. No dia 12 de maio, a Arábia Saudita anunciou a criação da startup de IA Humain, com apoio de empresas americanas como Nvidia, AMD e Qualcomm, que vão fornecer chips e ajudar na infraestrutura. Trump também revogou uma regra que limitava a venda de chips avançados, permitindo que os Emirados Árabes Unidos adquiram tecnologia de ponta. Além disso, foi anunciado um projeto para construir um grande complexo de data centers em Abu Dhabi. Especialistas acreditam que esses acordos podem mudar a competição global em IA, fortalecendo a posição dos EUA. No entanto, há preocupações sobre a segurança nacional, já que líderes democratas alertam que a tecnologia pode acabar nas mãos da China. A região do Golfo está se tornando cada vez mais relevante na corrida por tecnologia, focando em IA em vez de petróleo.
A visita de Donald Trump ao Oriente Médio resultou em acordos significativos que podem transformar o cenário global da tecnologia de inteligência artificial (IA). No dia 12 de maio, o fundo soberano da Arábia Saudita, Public Investment Fund, anunciou a criação da startup de IA Humain. Empresas americanas como Nvidia, AMD e Qualcomm firmaram parcerias para fornecer chips e colaborar na infraestrutura de IA com a nova empresa.
Além disso, a administração Trump decidiu revogar a regra de “Difusão de IA”, uma regulamentação da era Biden que limitava a venda de chips avançados. Durante a visita, também foi anunciado um projeto conjunto entre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos (EAU) para construir um complexo de data centers em Abu Dhabi, com capacidade de 5 gigawatts, o maior fora dos EUA. O mercado global de data centers atualmente possui cerca de 59 gigawatts de capacidade, segundo a Goldman Sachs.
Trump destacou que os países concordaram em criar um caminho para que os EAU adquiram alguns dos chips de IA mais avançados do mundo. Especialistas acreditam que esses acordos podem ser um “divisor de águas” na corrida global por tecnologia de IA, consolidando a tecnologia americana como padrão global. David Sacks, czar de IA da administração Trump, afirmou que as parcerias ajudarão a evitar que concorrentes se aproximem.
Entretanto, há preocupações sobre a segurança nacional relacionada ao fluxo de chips para a região. Líderes democratas alertaram que os acordos podem representar uma ameaça se não houver proteções adequadas para evitar que a tecnologia sensível caia nas mãos da China. A possibilidade de que os chips sejam utilizados para pesquisa em armamentos autônomos é uma preocupação crescente.
O papel do Golfo na competição global de IA está em ascensão. Especialistas indicam que a região pode se tornar a terceira maior potência na corrida por tecnologia, especialmente se utilizar os chips para desenvolver seus próprios modelos de IA. A relação entre os EUA e o Golfo está se redefinindo, com foco em tecnologia em vez de petróleo.
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