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David Coote revela ser gay e atribui comportamento a medo de abusos na arbitragem

- David Coote, ex-árbitro da Premier League, foi demitido em dezembro de 2023. - Ele revelou ser gay e que esconder sua sexualidade impactou seu comportamento. - Coote enfrentou abusos durante sua carreira, incluindo ameaças de morte. - O ex-árbitro admitiu ter usado cocaína como uma forma de escapar do estresse. - Sua demissão está sob investigação da Associação de Futebol e da UEFA.

David Coote, ex-árbitro da Premier League, revelou publicamente ser gay e afirmou que esconder sua sexualidade contribuiu para seu comportamento que resultou em sua demissão. Coote teve seu contrato rescindido pela Professional Game Match Officials Limited (PGMOL) em dezembro, após uma investigação sobre comentários depreciativos feitos sobre o ex-treinador do Liverpool, Jürgen Klopp, e um […]

David Coote, ex-árbitro da Premier League, revelou publicamente ser gay e afirmou que esconder sua sexualidade contribuiu para seu comportamento que resultou em sua demissão. Coote teve seu contrato rescindido pela Professional Game Match Officials Limited (PGMOL) em dezembro, após uma investigação sobre comentários depreciativos feitos sobre o ex-treinador do Liverpool, Jürgen Klopp, e um vídeo em que supostamente cheirava cocaína.

Em entrevista ao The Sun, Coote, de 42 anos, compartilhou que se assumiu para seus pais aos 21 anos e para amigos aos 25, mas o ambiente “macho” do futebol o levou a manter sua sexualidade em segredo. Ele expressou que essa ocultação afetou sua vida pessoal e profissional, levando a comportamentos prejudiciais. “Eu escondi minhas emoções como um jovem árbitro e escondi minha sexualidade também”, disse ele.

Coote também comentou sobre o uso de cocaína, descrevendo-o como uma “rota de fuga” do estresse do trabalho. Ele admitiu que, embora não fosse dependente, utilizou a substância em momentos difíceis, o que lhe causa vergonha. O vídeo que gerou controvérsia foi gravado em julho, após um jogo da Eurocopa, e sua conduta está sob investigação da Associação de Futebol e da UEFA.

O ex-árbitro, que atuou na Premier League desde a temporada 2017-18, não apelou da decisão de demissão e assumiu a responsabilidade por suas ações. Ele pediu desculpas por qualquer ofensa causada e ressaltou que suas ações não refletem quem ele é atualmente. A discussão sobre sua sexualidade e os desafios enfrentados por árbitros em um ambiente hostil continua a ser um tema relevante no esporte.

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